“Grupo de sete jovens sociais a caminho de intercâmbio em Cabo Verde denuncia proibição de embarque em Luanda por falta de autorização da Agência Portuguesa para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), apesar de questionamentos sobre a legalidade da medida e ausência de voos diretos entre os dois países”
Um grupo de sete ativistas angolanos foi impedido de embarcar para Cabo Verde, onde participariam de um intercâmbio promovido pela organização Friends of Angola, fazendo escala em Lisboa pela TAP. Entre os membros do grupo estão Florence Kapita, Sara Nguve, Eduardo Ngumbe, Jeiel de Freitas, Carlos Iupuni e Stive.
Os ativistas relatam que, apesar de terem realizado check-in online, foram informados por um funcionário da companhia aérea de que precisavam apresentar uma autorização da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para transitar por Portugal, exigência cuja base legal foi contestada pelo grupo, pois não há nenhuma comunicação pública da TAP a respeito da necessidade desse documento.
O grupo suspeita de ordens superiores e considera o episódio uma grave violação dos direitos humanos e da liberdade de circulação, questionando a legalidade da medida. A TAP declarou apenas que segue as indicações das autoridades competentes sobre o embarque, sem esclarecer se tal autorização é, de facto, obrigatória.
A situação gerou forte reação nas redes sociais, onde Florence Kapita classificou o ocorrido como “uma vergonha nacional” e lamentou os sucessivos atropelos aos direitos humanos em Angola, apontando a falta de responsabilização e a normalização da injustiça.
Cabo Verde24





































