“Primeiros testes da rede de alta velocidade arrancam já no semestre inicial, preparando o caminho para a conectividade total e novos serviços digitais até 2027”
O Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Economia Digital, confirmou que o ano de 2026 será o marco inicial para a implementação da tecnologia 5G no país. O anúncio, reforçado pelo Vice-Primeiro-Ministro Olavo Correia, detalha que os primeiros testes e experiências piloto terão lugar já neste primeiro semestre, servindo de base para uma massificação comercial prevista para 2027.
O plano de implementação e locais estratégicos
A estratégia nacional para o 5G não prevê apenas uma melhoria na velocidade de navegação, mas sim a criação de um ecossistema digital robusto. Os testes iniciais serão concentrados em pontos nevrálgicos de inovação e grande fluxo de pessoas, garantindo que a infraestrutura suporte a alta densidade de conexões e a baixa latência prometida pela tecnologia.
Os locais selecionados para as experiências piloto incluem:
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Parques tecnológicos: TechPark na Praia (Santiago) e Mindelo (São Vicente).
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Educação: Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).
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Turismo e conectividade: Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal.
Impacto económico e metas para 2030
O investimento estimado para a implementação desta rede ronda os três mil milhões de escudos (cerca de 27,2 milhões de euros) ao longo da próxima década. O Governo projeta que o 5G possa gerar um impacto económico superior a 77 mil milhões de escudos até 2036. Além disso, o país já apresenta indicadores positivos, com o acesso à internet a ultrapassar os 95%, superando largamente a média africana de 40%.
Quem é a ARME?
A Agência de Regulação Multissectorial da Economia (ARME) é a entidade responsável por regular os setores das comunicações, energia, água e transportes coletivos em Cabo Verde. No contexto do 5G, a ARME, liderada por Leonilde dos Santos, desempenha o papel fundamental de gerir o espetro radioelétrico, promover a concorrência entre operadoras (Alou e Unitel T+) e garantir que a transição tecnológica resulte em preços justos para os consumidores, equilibrando o investimento necessário das operadoras.
Conclusão e contexto recente
Va recordar que a Estratégia Nacional para o 5G para o período 2026-2036 foi aprovada recentemente, baseada em estudos de viabilidade técnica e financeira. Este avanço ocorre num momento em que Cabo Verde regista uma queda significativa nos custos de conectividade — com a internet fixa a baixar cerca de 70% desde 2016 — e prepara-se para acolher cerca de 1,5 milhões de turistas, exigindo uma rede capaz de suportar serviços avançados de saúde, educação à distância e inovação digital.
Caboverde24.info
Fonte: Lusa / Ministério da Economia Digital.
Nota Editorial: As informações sobre prazos de massificação e investimentos baseiam-se no anúncio oficial do Governo de Cabo Verde realizado em fevereiro de 2026, estando sujeitas ao cronograma de execução das operadoras licenciadas.




















Uma resposta
Se não fosse a entrada da unitel t+, o povo cabo-verdiano ainda estaria no sufoco dos preços exorbitantes praticados pela cvtelecom. O fixo passou de 360$00 para 7$00 minuto, enquanto o carregamento móvel que o mínimo era de 3.500$00 passou para 50$00.
O tão falado 4G nunca chegou em CV, ainda estamos no regime de 3G. Já adsl e fibra ótica é só troça, 37 mbps, melhorou para 137 mbps depois que começou a entrar Starlink no país. Tudo o que o estado nos vende é a preço de ouro.