“Estudo revela que cabo-verdianos mantêm índice de bem-estar acima da média africana na Lusofonia”
Cabo Verde destaca-se mais uma vez no cenário internacional, ocupando uma posição de relevo no recente estudo “Barômetro da Lusofonia”. O arquipélago posiciona-se como o terceiro país onde os cidadãos declaram maior satisfação com a sua vida pessoal, superando diversas nações do continente africano e da Ásia que partilham a língua portuguesa.
A análise, que avalia o pulsar das sociedades lusófonas, coloca Cabo Verde logo atrás de potências como o Brasil e Portugal, consolidando a ideia de que, apesar dos desafios económicos e geográficos, a qualidade de vida percebida pelos cabo-verdianos mantém uma trajetória resiliente.
O panorama do bem-estar na Lusofonia
Os dados do Barômetro apresentam uma escala de 0 a 10 para medir o nível de contentamento individual. Enquanto o Brasil lidera com uma média de 7,9 — contrastando curiosamente com um baixo otimismo em relação ao futuro daquela nação — e Portugal segue com 7,4, Cabo Verde surge com uma nota sólida de 6,6.
Este valor é particularmente significativo quando comparado com os outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O arquipélago distancia-se positivamente de Moçambique (5,8), Guiné-Bissau (5,7) e São Tomé e Príncipe (5,6), demonstrando uma estabilidade social que reflete o desenvolvimento das últimas décadas.
Quem é o “Barômetro da Lusofonia”?
O Barômetro da Lusofonia é uma iniciativa de investigação que visa monitorizar a opinião pública, as tendências sociais e os indicadores de desenvolvimento humano nos países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Através de sondagens rigorosas, a instituição procura fornecer dados científicos que ajudem governos e organizações civis a compreender melhor as necessidades e o estado de espírito das suas populações.
Entre o presente e o futuro
Embora a satisfação pessoal em Cabo Verde seja encorajadora, o estudo convida a uma reflexão sobre os fatores que sustentam estes números. Ao contrário do Brasil, onde a satisfação pessoal não se traduz em esperança política ou económica, em Cabo Verde os índices tendem a ser mais equilibrados, embora o custo de vida e a empregabilidade jovem continuem a ser temas centrais nas preocupações das famílias.
O posicionamento de Timor-Leste (6,0), logo abaixo de Cabo Verde, também merece nota, indicando que as democracias mais jovens da Lusofonia estão a encontrar caminhos para o bem-estar dos seus cidadãos, mesmo em contextos de reconstrução e isolamento geográfico.
Caboverde24.info
Fonte: Agência Lusa / Relatório Barômetro da Lusofonia
Nota Editorial: Os dados apresentados referem-se à perceção subjetiva de felicidade e não apenas a indicadores macroeconómicos como o PIB.







































