“Koen Darras ligará as Canárias às Caraíbas com escala no arquipélago para recolha de dados ambientais”
O final de 2026 será marcado por um desafio sem precedentes nas águas do Atlântico. O aventureiro belga Koen Darras, de 45 anos, prepara-se para o “Atlantic Kite Crossing”, uma expedição que combina desporto extremo e investigação científica. O projeto utilizará Cabo Verde como uma escala técnica e estratégica fundamental antes da longa travessia em direção às Caraíbas.
Escala estratégica em Cabo Verde
Com partida prevista para novembro de 2026 das Ilhas Canárias, a expedição terá a sua primeira grande etapa concluída em Cabo Verde. Esta fase inicial de cerca de 1.000 quilómetros servirá para testar a logística de comunicação com o veleiro de apoio Windfall e a resistência do equipamento de kitesurf. O arquipélago oferece as condições ideais para os últimos ajustes antes de a equipa enfrentar as 2.700 milhas náuticas que separam a costa africana do destino final nas Caraíbas.
Ciência em alto mar: Microplásticos e meteorologia
Mais do que um recorde desportivo, a jornada de Darras tem uma missão científica integrada. Durante a travessia, o atleta e a equipa de apoio irão recolher dados críticos sobre a saúde do oceano. Serão monitorizadas as temperaturas da água, os níveis de salinidade e, crucialmente, a presença de microplásticos em zonas remotas do Atlântico. Estes dados serão partilhados com instituições de investigação para ajudar na compreensão das correntes oceânicas e dos padrões meteorológicos em mudança.
Logística e integridade da travessia
A expedição seguirá um protocolo rigoroso de segurança e transparência. Koen Darras navegará apenas durante o dia. Para garantir que a travessia é feita integralmente com a força do vento, o veleiro de apoio registará as coordenadas GPS exatas onde o kite é recolhido ao pôr do sol. Na manhã seguinte, a embarcação regressa precisamente a esse ponto para que o atleta retome a navegação de onde parou.
Quem é Koen Darras?
Natural de Torhout, Koen Darras é um aventureiro polivalente. Embora o seu novo projeto se foque nos oceanos (“7 Seas”), ele possui um currículo sólido no montanhismo extremo (“7 Summits”), tendo já conquistado cumes emblemáticos como o Denali, o Mont Blanc, o Matterhorn e o Eiger. A sua transição para o kitesurf oceânico reflete uma busca contínua pelos limites da resiliência humana em harmonia com a preservação ambiental.
A importância do projeto e o seu legado futuro
Este projeto, que integra o currículo de um explorador que já conquistou cumes como o Denali e o Matterhorn, representa um passo em frente na forma como olhamos para as expedições oceânicas. A fusão do kitesurf com a recolha de dados científicos promete fornecer informações valiosas para a comunidade internacional. A passagem por Cabo Verde não só reforça a posição do arquipélago como um ponto logístico e desportivo vital no Atlântico Médio, mas também projeta o país como um parceiro essencial em missões que visam a sustentabilidade e a preservação dos ecossistemas marinhos para as futuras gerações.
Caboverde24.info
Fonte: Yacht.de / Euro Weekly News / Ocean Nomads



































