“O arquipélago ocupa o 74.º lugar a nível global no ‘Global Startup Ecosystem Index 2026’, destacando-se como um dos ecossistemas de maior crescimento em todo o continente africano.”
Um reconhecimento internacional de peso
Cabo Verde acaba de receber um reconhecimento internacional que merece atenção: o arquipélago figura na 5.ª posição africana e na 74.ª posição mundial no Global Startup Ecosystem Index 2026, o índice de referência global para a avaliação de ecossistemas de empreendedorismo e inovação, elaborado pelo gabinete especializado StartupBlink.
Trata-se de um resultado expressivo para um pequeno Estado insular, que se coloca à frente de países como a Tunísia, Marrocos, Uganda e Ruanda — economias com dimensão e população muito superiores.
Como é calculado o índice
O Global Startup Ecosystem Index avalia os países com base em 27 critérios agrupados em três grandes categorias: a densidade do ecossistema (número de start-ups, investidores, incubadoras e espaços de coworking), a qualidade das estruturas e dos financiamentos disponíveis, e o ambiente global para os negócios e a inovação. A edição de 2026 analisou os ecossistemas de 100 países e 1.500 cidades em todo o mundo.
O pódio africano e o lugar de Cabo Verde
Um dos ecossistemas com maior crescimento
Além da posição no ranking, o que torna o resultado de Cabo Verde particularmente significativo é o seu ritmo de crescimento. O relatório identifica o arquipélago como um dos cinco ecossistemas africanos com maior progressão anual, a par da Tunísia (que lidera o crescimento continental com +36,6%), Uganda, Nigéria e África do Sul. Esta dinâmica sugere que Cabo Verde não está apenas presente no Top 100, mas está a ganhar terreno de forma consistente.
O que explica este desempenho?
Vários fatores contribuem para a visibilidade crescente de Cabo Verde neste tipo de rankings. O país tem investido na digitalização dos serviços públicos, na criação de um ambiente regulatório favorável às empresas, e na atração de nómadas digitais e empreendedores estrangeiros, em particular para as ilhas do Sal e de Santiago. A existência de polos tecnológicos emergentes na Praia, bem como iniciativas de apoio ao empreendedorismo jovem financiadas por organismos internacionais, tem contribuído para a consolidação do ecossistema.
A posição geográfica do arquipélago — entre a Europa, a África Ocidental e as Américas — continua a ser apresentada como um ativo estratégico para empresas que pretendem operar em mercados múltiplos a partir de uma base estável e com boa conectividade digital.
Uma oportunidade para o país comunicar melhor o que tem
O reconhecimento externo é relevante, mas a sua utilidade depende da capacidade do país em aproveitar este capital de imagem. Rankings como o da StartupBlink são seguidos por investidores, fundos de venture capital e empresas tecnológicas em fase de expansão internacional. Figurar no Top 75 mundial — e entre os cinco primeiros africanos — é uma oportunidade que Cabo Verde deveria saber comunicar com maior proatividade junto das diásporas, dos parceiros europeus e dos organismos multilaterais.
Recordamos que…
O Global Startup Ecosystem Index é publicado anualmente pela StartupBlink, empresa suíça especializada na análise de ecossistemas de inovação a nível mundial, e constitui uma das referências mais citadas por investidores e responsáveis políticos na avaliação do potencial empreendedor dos países. Em 2026, Cabo Verde consolida a sua posição de destaque no ecossistema de inovação, posicionando-se no 74.º lugar global e no 5.º posto em África.
Caboverde24.info
Fonte: StartupBlink — Global Startup Ecosystem Index 2026
Nota editorial: O relatório da StartupBlink não detalha publicamente os critérios individuais que levaram à classificação específica de Cabo Verde. Os dados aqui apresentados baseiam-se nas informações divulgadas pelo próprio relatório e reproduzidas por meios de comunicação internacionais.





























