“Depois de quatro anos de preparação, Audrey e Julien partiram com as duas filhas numa viagem que poderá durar até três anos. Cabo Verde será uma das próximas etapas, antes da travessia do Atlântico rumo às Caraíbas.”
⏱️ Em 30 segundos
- ⛵ Uma família francesa iniciou uma volta ao mundo num catamarã.
- 👧 As duas filhas, de cinco e sete anos, continuam os estudos a bordo.
- 🇨🇻 Cabo Verde está na rota, antes da travessia para as Caraíbas.
- ⚠️ A viagem já teve momentos difíceis, incluindo uma avaria no motor e um incidente com a âncora.
Uma aventura que começou com um sonho
Audrey, Julien e as duas filhas, Jade, de sete anos, e Alba, de cinco, deixaram França a 12 de agosto de 2026, a bordo do catamarã Anoli, para realizar uma viagem pelo mundo que poderá durar entre um e três anos.
A família, residente em Avanton, no departamento de Vienne, em França, passou quatro anos a preparar a aventura. Antes disso, os pais praticamente não tinham experiência de navegação. Tiraram as habilitações necessárias, frequentaram cursos e aprenderam a viver no mar.
Depois de passarem por Espanha e Portugal, encontravam-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, quando foram entrevistados pelo jornal francês Ouest-France, numa reportagem publicada a 12 de outubro.
A próxima grande etapa será Cabo Verde, de onde pretendem iniciar a travessia do Atlântico em direção às Caraíbas. Ainda não foi divulgada a data prevista de chegada nem as ilhas que irão visitar.
Uma escola que acompanha as ondas
Para Jade e Alba, a viagem significa trocar a sala de aula tradicional pelo convés de um catamarã.
Todas as manhãs, incluindo fins de semana, as crianças estudam francês e matemática com os pais. Para manterem contacto com os amigos em França, enviam postais e fazem videochamadas.
A família viaja acompanhada por outra embarcação, onde seguem o irmão de Audrey, a mulher e os filhos. Os dois grupos deverão separar-se em Cabo Verde, prosseguindo depois com planos diferentes.
Os primeiros sustos no Atlântico
Nem tudo tem corrido como previsto.
Durante uma paragem em Lanzarote, a família estava num restaurante quando Julien percebeu, através das câmaras de vigilância, que a âncora do catamarã se tinha soltado e a embarcação começava a afastar-se.
Outros navegadores alertaram os serviços de socorro, que já se encontravam no local quando a família regressou.
Mais recentemente, uma tempestade provocou uma avaria, deixando apenas um dos dois motores em funcionamento.
Apesar dos contratempos, a família mantém os planos de continuar a viagem.
Vender a casa para conhecer o mundo
A realização deste sonho exigiu decisões importantes. O casal vendeu a residência principal para financiar a compra do catamarã.
Audrey, que trabalha como psicóloga, pediu uma licença profissional, enquanto Julien criou uma empresa de projetos de engenharia elétrica, permitindo-lhe continuar a trabalhar durante algumas etapas.
Depois de Cabo Verde e das Caraíbas, a família pretende navegar em direção a Nova Iorque. Uma eventual passagem pelo canal do Panamá e uma travessia do Pacífico continuam entre as possibilidades.
Por enquanto, a prioridade é chegar em segurança ao arquipélago cabo-verdiano, uma das etapas desta viagem que está a transformar a vida dos quatro franceses.
Caboverde24.info
Fonte: Ouest-France, reportagem de 12 de outubro de 2026; La Nouvelle République.































