“Os primeiros sete transplantes renais realizados no arquipélago mostram que o programa iniciado em março começa a passar da experiência pioneira para uma nova fase.”
Em 30 segundos
🩺 Cabo Verde já realizou os primeiros sete transplantes renais no país.
🇨🇻 As intervenções decorreram com equipas cabo-verdianas e portuguesas, com atividade em Santiago e São Vicente.
🎯 O objetivo anunciado pelo Ministério da Saúde é chegar a cerca de 20 transplantes durante 2026.
🔄 O programa procura reduzir a dependência da hemodiálise e criar capacidade nacional nesta área.
De uma cirurgia histórica para um programa regular
Menos de seis meses depois do primeiro transplante renal realizado em Cabo Verde, o país já contabiliza sete intervenções deste tipo, segundo uma reportagem da RTP que acompanhou o trabalho das equipas médicas envolvidas no programa.
O primeiro transplante foi realizado a 24 de março de 2026, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia. Na altura, um homem de 44 anos recebeu um rim doado pela irmã, numa intervenção considerada um marco para o sistema de saúde cabo-verdiano.
O novo dado — sete transplantes já realizados — mostra que a iniciativa não ficou limitada à cirurgia pioneira e começa a assumir uma dimensão mais continuada.
Santiago e São Vicente envolvidos
Segundo a RTP, o cirurgião vascular português António Norton de Matos liderou as equipas responsáveis pelos primeiros sete transplantes, num trabalho desenvolvido em colaboração com profissionais cabo-verdianos.
A reportagem acompanhou a atividade das equipas nas ilhas de Santiago e São Vicente, onde estão localizados os dois hospitais centrais do país: o Hospital Universitário Agostinho Neto e o Hospital Baptista de Sousa.
A estratégia anunciada desde o início prevê que a experiência adquirida através da cooperação com especialistas portugueses seja progressivamente transferida para as equipas nacionais.
Meta de cerca de 20 transplantes em 2026
Antes da realização da primeira cirurgia, o Ministério da Saúde tinha anunciado como objetivo efetuar cerca de 20 transplantes renais durante 2026.
Em março, cerca de 12 pacientes já estavam em estudo e reuniam condições para poder avançar para uma eventual intervenção.
O programa foi desenvolvido no quadro da cooperação entre Cabo Verde e Portugal e conta com apoio técnico da Unidade de Transplante Renal do Hospital de Santo António, no Porto, além do envolvimento do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.
Uma alternativa à hemodiálise
A criação de capacidade para realizar transplantes renais em Cabo Verde procura oferecer uma alternativa aos pacientes com doença renal crónica em fase avançada, muitos dos quais dependem de hemodiálise regular.
Segundo o Ministério da Saúde, além do impacto na qualidade de vida dos pacientes, cada transplante realizado com sucesso pode reduzir significativamente os custos associados ao tratamento prolongado por diálise.
A evolução de um primeiro transplante em março para sete intervenções realizadas nos meses seguintes representa, assim, uma nova etapa de um programa que ainda está em fase de consolidação.
O desafio passa agora por garantir continuidade, formação das equipas nacionais e capacidade para que este tipo de cirurgia deixe progressivamente de depender de missões externas.
Caboverde24.info
Fonte: RTP



















