Confirmado: Arsène Wenger e Bubista juntos no Sal para analisar o Mundial de Cabo Verde

Em 30 segundos

​⚽ Arsène Wenger estará na ilha do Sal para a Conferência Estratégica da Confederação Africana de Futebol (CAF).

​🇨🇻 Bubista integra o painel dedicado às lições do Mundial de 2026 e deverá partilhar a experiência de Cabo Verde.

​🌍 Carlos Queiroz e selecionadores de outras equipas africanas também participam na discussão sobre o desempenho do continente.

​📍 A conferência decorre de 7 a 9 de outubro, em Santa Maria, com representantes das 54 federações africanas.

Wenger e Bubista à mesma mesa

​Está confirmado: Arsène Wenger e Bubista vão encontrar-se no Sal para discutir as lições deixadas pelo Mundial de 2026.

​A CAF anunciou que Wenger, antigo treinador do Arsenal e atual responsável da FIFA pelo desenvolvimento global do futebol, liderará um painel dedicado à participação africana na competição.

​Bubista estará entre os técnicos convidados e deverá partilhar a experiência da seleção que conduziu à primeira participação de Cabo Verde num Campeonato do Mundo.

​O painel contará ainda com Carlos Queiroz, Mohamed Ouahbi, de Marrocos, Hossam Hassan, do Egito, e Sébastien Desabre, da República Democrática do Congo.

​Cabo Verde entra na análise

​A presença de Bubista ganha particular interesse para o público cabo-verdiano porque a experiência da seleção nacional estará entre os percursos levados à discussão.

​Na sua estreia num Mundial, em 2026, Cabo Verde conseguiu ultrapassar a fase de grupos, entrando para a fase a eliminar da competição.

​O desempenho chamou a atenção também pelas características do país: um pequeno arquipélago, com uma população e uma base de recrutamento muito inferiores às das grandes potências do futebol africano, conseguiu chegar ao maior palco da modalidade e competir entre as melhores seleções.

​A conferência procurará identificar o que funcionou nas diferentes equipas africanas e quais os ensinamentos que poderão ser aproveitados no desenvolvimento futuro das seleções do continente.

​Bubista levará para essa discussão a experiência vivida no comando de Cabo Verde.

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Do futebol nacional ao Mundial

​A trajetória do antigo selecionador acrescenta outra dimensão à sua presença no painel.

​Grande parte do percurso de Bubista foi construída no futebol cabo-verdiano antes de chegar ao comando da seleção. A sua carreira enquadra-se, por isso, numa das questões que a CAF pretende aprofundar: a formação, valorização e afirmação dos treinadores africanos.

​A evolução é significativa.

​Em 2010, apenas uma das seleções africanas presentes no Mundial era dirigida por um treinador africano. Em 2026, seis dos dez representantes do continente tinham técnicos africanos no comando.

​Bubista fazia parte desse grupo.

​Depois do Mundial, deixou a seleção cabo-verdiana para assumir o comando do RS Berkane, de Marrocos. Humberto Bettencourt assumiu posteriormente a seleção nacional.

África já olha para 2030

​A conferência no Sal acontece depois de uma participação particularmente forte das seleções africanas no Mundial de 2026.

​Nove dos dez representantes do continente conseguiram ultrapassar a fase de grupos.

​O desafio colocado agora pela CAF é perceber como transformar esse desempenho num progresso sustentável.

​Formação de treinadores, preparação técnica das seleções, desenvolvimento do futebol juvenil e aproveitamento das experiências bem-sucedidas estarão entre as matérias em discussão.

​O horizonte seguinte já está definido: o ciclo que conduzirá ao Mundial de 2030.

​54 federações reunidas no Sal

​A Conferência Estratégica da CAF decorrerá de 7 a 9 de outubro, em Santa Maria, ilha do Sal.

​O encontro reunirá responsáveis das 54 federações filiadas na organização, dirigentes, treinadores de seleções masculinas, femininas e jovens e especialistas internacionais.

​Algumas sessões serão transmitidas, enquanto outras discussões técnicas decorrerão à porta fechada.

​Para Cabo Verde, o encontro tem um significado particular.

​Poucos meses depois da estreia no maior palco do futebol mundial, o país recebe dirigentes e treinadores que vão discutir as lições deixadas pela competição e os caminhos para o futuro do futebol africano.

​Entre essas experiências estará a cabo-verdiana.

​Desta vez, Bubista não estará no banco a orientar a seleção. Estará à mesa, ao lado de Wenger, Queiroz e outros nomes do futebol internacional, para explicar o percurso que levou Cabo Verde ao seu primeiro Mundial.

​Caboverde24.info

​Fonte: Confederação Africana de Futebol.

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