O Governo pretende reforçar a capacidade de diagnóstico do país em 2027, mas ainda não revelou onde serão instalados os equipamentos. Para medicamentos, está prevista uma verba adicional de 300 milhões de escudos no Orçamento Retificativo de 2026.
Em 30 segundos
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🏥 Cabo Verde pretende adquirir quatro novos aparelhos de tomografia axial computorizada (TAC) em 2027.
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🩺 Atualmente, o Serviço Nacional de Saúde dispõe de dois equipamentos, na Praia e em São Vicente.
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💊 O Orçamento Retificativo de 2026 prevê um reforço de 300 milhões de escudos para a aquisição de medicamentos.
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❓ Ainda não foram anunciados os locais de instalação dos quatro aparelhos nem o calendário de entrada em funcionamento.
Quatro novos aparelhos previstos para 2027
Cabo Verde pretende adquirir quatro novos aparelhos de tomografia axial computorizada (TAC) em 2027, com o objetivo de reforçar a capacidade de diagnóstico do Serviço Nacional de Saúde.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, 8 de outubro, pelo ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, durante uma sessão de perguntas ao Governo na Assembleia Nacional.
Segundo o governante, o sistema público dispõe atualmente de dois aparelhos de TAC, instalados no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, e no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente.
A tomografia computorizada permite obter imagens detalhadas do interior do corpo humano, sendo particularmente importante em situações de urgência, traumatismos, acidentes vasculares cerebrais e no diagnóstico de diversas doenças.
O aumento da capacidade instalada poderá reduzir a necessidade de deslocações entre ilhas e melhorar o acesso a exames especializados, dependendo dos hospitais que venham a receber os equipamentos.
Em fevereiro já tinha sido lançado um concurso para novos TAC
O anúncio desta quinta-feira tem um antecedente importante.
Em 12 de fevereiro de 2026, o Governo, através da Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE), lançou um concurso internacional para a aquisição de dois aparelhos de TAC de 128 cortes e duas bombas injetoras de contraste.
Os equipamentos destinavam-se aos hospitais centrais da Praia e de São Vicente, onde os aparelhos existentes eram, segundo a informação divulgada na altura, de 16 cortes.
O concurso foi anunciado durante o anterior Governo, quando a pasta da Saúde era dirigida por Jorge Figueiredo.
Na ocasião, também tinha sido anunciada a intenção de disponibilizar serviços de TAC no Hospital Regional Santa Rita Vieira, em Santiago Norte, e no Hospital Regional João Morais, em Santo Antão.
Com a entrada em funções do novo Governo, em junho, a responsabilidade pelo setor passou para Lúcio Fernandes.
A declaração desta quinta-feira não esclarece se os quatro aparelhos previstos para 2027 incluem os equipamentos anunciados em fevereiro, representam uma ampliação do programa anterior ou correspondem a uma nova operação de aquisição.
Também não foi divulgado o estado atual do concurso internacional lançado no início do ano.
Mais 300 milhões de escudos para medicamentos
Na mesma intervenção parlamentar, o ministro da Saúde abordou as dificuldades no abastecimento de medicamentos.
Segundo Lúcio Fernandes, o Orçamento Retificativo de 2026 contempla um reforço de 300 milhões de escudos, equivalente a aproximadamente 2,7 milhões de euros, para aumentar a capacidade financeira destinada à aquisição de medicamentos.
Importa esclarecer que não se trata de uma verba anunciada pela primeira vez em outubro. O reforço já estava contemplado no Orçamento Retificativo de 2026, cuja lei foi publicada no Boletim Oficial de 13 de agosto.
O ministro reconheceu também constrangimentos relacionados com medicamentos que dependem de um único fornecedor.
Quando esse fornecedor enfrenta dificuldades, a disponibilidade de determinados produtos em Cabo Verde pode ficar condicionada.
De acordo com o governante, estão em curso negociações para ultrapassar essas situações e encontrar alternativas de aquisição.
Não foram identificados os medicamentos abrangidos nem anunciados prazos específicos para a normalização dos fornecimentos.
O que poderá mudar para os utentes?
A aquisição de novos equipamentos poderá representar uma melhoria importante para os doentes que necessitam de exames especializados, sobretudo quando vivem em ilhas onde não existe este serviço.
Contudo, a instalação de um TAC exige infraestruturas adequadas, profissionais qualificados, manutenção técnica e condições para assegurar o funcionamento regular.
Por isso, continuam por esclarecer quatro questões essenciais: quais os hospitais que receberão os equipamentos, quanto custará a aquisição, quando estarão disponíveis e se os novos aparelhos substituirão os existentes ou aumentarão efetivamente a capacidade do sistema.
Quanto aos medicamentos, o impacto do reforço financeiro dependerá da sua tradução em maior disponibilidade de produtos nas farmácias e estruturas públicas de saúde.
Para os utentes, os resultados serão medidos sobretudo pela redução dos tempos de espera, pela facilidade de acesso aos exames e pela continuidade dos tratamentos.
Caboverde24.info
Fontes: Inforpress, 8 de outubro de 2026; Governo de Cabo Verde e Ministério da Saúde, fevereiro de 2026; Boletim Oficial n.º 90, I Série, de 13 de agosto de 2026.

























