“A Delegacia de Saúde recomenda reforçar a higiene nas famílias e nas escolas; sinais de alarme exigem avaliação médica.”
Em breve
- 👁️Alerta no Sal: comunicado divulgado a 13 de outubro.
- 🦠Algumas formas transmitem-se pelas mãos e por objetos contaminados.
- 🧼Lavar as mãos e não partilhar toalhas, almofadas ou colírios.
- ⚠️Dor ocular, alterações da visão ou sensibilidade à luz: procurar assistência.
A Delegacia de Saúde do Sal alertou para um surto de conjuntivite e pediu à população que reforce a higiene para reduzir a transmissão. O comunicado foi divulgado pelo Expresso das Ilhas a 13 de outubro de 2026, com recomendações para famílias, escolas e creches.
A notícia consultada não apresenta um número de casos nem identifica a causa específica do surto. Não permite, por isso, concluir se a situação no Sal tem origem viral ou bacteriana.
As recomendações locais são acompanhadas, neste artigo, por orientações gerais dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). O objetivo é reconhecer sinais, limitar o contágio e perceber quando procurar assistência.
Como reconhecer os sintomas?
A conjuntivite é uma inflamação da membrana que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Os sintomas podem surgir num olho ou nos dois.
Olhos vermelhos, comichão, ardor, sensação de areia e lacrimejamento são sinais frequentes. Também podem ocorrer pálpebras inchadas e secreções que deixam os olhos colados ao acordar.
Vírus, bactérias e alergénios estão entre as causas possíveis. As formas virais e bacterianas são contagiosas; a conjuntivite alérgica não se transmite entre pessoas. A semelhança dos sintomas não permite identificar a causa sem avaliação.
Como evitar a transmissão?
Para reduzir a transmissão, a Delegacia de Saúde recomenda lavar frequentemente as mãos com água e sabão, sobretudo antes e depois de tocar na região dos olhos, e evitar esfregá-los.
Não partilhar toalhas, lenços, almofadas, maquilhagem ou colírios é outra medida importante. Mãos e objetos contaminados podem transportar secreções para os olhos de outras pessoas.
Superfícies e objetos usados por várias pessoas devem ser limpos e desinfetados regularmente. Os materiais descartáveis utilizados na higiene ocular devem ser eliminados adequadamente após o uso.
Quem utiliza lentes de contacto deve suspender o seu uso enquanto tiver sintomas e procurar orientação de um profissional de saúde.
O que fazer perante os primeiros sintomas?
Compressas frias e limpas e lágrimas artificiais podem aliviar algum desconforto, segundo os CDC. Estas medidas não determinam a causa da inflamação nem substituem a avaliação quando existem sinais de alarme.
O tratamento depende da causa. Os antibióticos não são eficazes contra a conjuntivite viral; a decisão de usar colírios medicados deve ser orientada por um profissional de saúde.
Quando procurar assistência médica?
Dor ocular, forte sensibilidade à luz, vermelhidão muito intensa ou visão turva que persiste após limpar as secreções justificam assistência médica. Também deve procurar ajuda quem nota agravamento dos sintomas ou ausência de melhoria.
Os recém-nascidos com sintomas de conjuntivite precisam de avaliação médica imediata. Pessoas com defesas imunitárias diminuídas também devem procurar orientação médica.
As crianças podem frequentar a escola?
No contexto do surto no Sal, a Delegacia de Saúde recomenda manter as crianças com sintomas em casa, sem frequentar escolas ou creches, até serem avaliadas e receberem orientação de um profissional.
O regresso deve seguir essa orientação e as recomendações sanitárias locais. Escolas e creches devem reforçar a higiene das mãos, a limpeza e a vigilância de novos casos; múltiplos casos devem ser comunicados às autoridades de saúde.
Reconhecer os sintomas e evitar tocar nos olhos com mãos contaminadas são cuidados simples que ajudam a limitar a transmissão. Perante sinais de alarme, a prioridade é procurar assistência médica.
Caboverde24.info
Fonte: Delegacia de Saúde do Sal, através do Expresso das Ilhas; CDC.
Imagem: Imagem ilustrativa fornecida à redação; não documenta o surto no Sal nem recomenda a automedicação.
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