“«O Banco Central procura uma ilha ou localidade remota para o primeiro teste. Ainda faltam definir o local, os participantes e as condições de utilização.»”
Em breve
- 📱📱 O BCV quer testar o sistema Speed numa ilha ou localidade remota antes do fim de 2026.
- 🤝🤝 O arranque depende de bancos, operadoras de telecomunicações e regulador.
- 💰💰 O Banco Central prevê suportar os custos iniciais do piloto.
- 🔎🔎 A expressão «sem saldo» foi usada no anúncio, mas ainda não tem explicação técnica pública.
Uma ilha ou localidade remota deverá receber o primeiro teste do Speed, o novo sistema de pagamentos pelo telemóvel que o Banco de Cabo Verde quer colocar em fase-piloto antes do fim de 2026. O local ainda não foi escolhido.
A novidade foi anunciada no Mindelo pelo governador do BCV, Óscar Santos, durante uma conferência sobre inclusão financeira. Para o utilizador, o ponto mais importante é este: o projeto deixa a fase de intenção geral e passa a ter um teste de terreno com prazo definido.
Há, porém, uma expressão que exige cautela. A Inforpress escreveu que o Speed permitirá pagar pelo telemóvel «mesmo sem saldo», mas o significado exato da expressão não foi esclarecido na reportagem e não foi localizada documentação técnica pública que o defina. Até à divulgação dessas regras, a frase não deve ser interpretada além do relato literal.
O piloto também não depende apenas do Banco Central. Segundo o governador, será necessário articular o sistema com bancos, operadoras de telecomunicações e a entidade reguladora, devido aos custos e ao funcionamento da solução.
Na fase inicial, esses custos deverão ser suportados pelo BCV. A expectativa apresentada é que o sistema ganhe dimensão e alcance condições para funcionar de forma sustentável, mas ainda não foram divulgados valores, instituições participantes ou modelo de financiamento posterior.
O Speed foi enquadrado numa estratégia mais ampla de inclusão financeira, modernização dos pagamentos e educação financeira. Óscar Santos estimou que a taxa de bancarização do país está próxima dos 90%. A reportagem apresenta o teste numa zona remota como parte da iniciativa de tornar os meios digitais mais acessíveis, sobretudo em contextos onde o acesso a esses serviços pode ser condicionado.
Antes do teste, permanecem perguntas práticas: qual ilha ou localidade será escolhida, quem poderá participar, que telemóveis serão compatíveis, como funcionará em zonas com conectividade limitada, quais serão os limites de transação e se haverá tarifas. Sem a nota técnica do projeto, estas respostas ainda não são públicas.
O próximo passo verificável será o anúncio do local e das entidades participantes. Até lá, o Speed deve ser apresentado como um piloto em preparação — não como serviço já disponível em todo o país.
Caboverde24.info
Fonte: Inforpress — Agência Cabo-Verdiana de Notícias.
Foto: Richard Tanzer Fotografie / VeroPay / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0. Pagamento por telemóvel através da leitura de um código num terminal, em fotografia de arquivo. A imagem ilustra a tecnologia e não mostra o Speed nem o piloto anunciado pelo BCV. Recorte proporcional e ajustes conservativos de luz e contraste, sem alterar pessoas, equipamentos, texto ou outros detalhes da fotografia.



























