“Um dia, tudu kuzas ta sai na kláru”, desabafou o filho do antigo Primeiro-Ministro após decisão do Ministério Público”
A 30 de dezembro de 2014, Cabo Verde foi surpreendido por um atentado a tiro contra José Luís Neves, na Cidade da Praia. O crime, que visava o filho do então chefe do Governo, permaneceu sob investigação durante mais de uma década, marcando profundamente a história judicial e a segurança do país.
Num post publicado na sua página de Facebook, José Luís Neves assinalou a passagem de 11 anos sobre o atentado que sofreu a 30 de dezembro de 2014. Numa mensagem carregada de simbolismo, revelou que os últimos dias de dezembro são sempre “dias exigentes”, marcados por recordações nítidas de tudo o que aconteceu naquela noite.
Um serviço da TCV que acompanhou o caso em 2014
O fim da via judicial
Este aniversário de 11 anos traz consigo um desfecho amargo no campo jurídico. José Luís Neves partilhou que, a 02 de julho de 2025, o Ministério Público ordenou o arquivamento dos autos relativos ao crime de homicídio agravado na forma tentada.
A decisão baseou-se no n.º 1 do artigo 315.º do Código de Processo Penal, após o Ministério Público concluir que, apesar de “esforços empreendidos e da realização exaustiva de diligências”, não foi possível reunir provas para imputar a autoria material ou moral a qualquer suspeito.
Resiliência e esperança
A reação de José Luís Neves foi pautada pelo equilíbrio institucional. Embora admita sentimentos de “tristeza e frustração”, fez questão de agradecer o empenho das autoridades judiciais.
”Amo o meu País, confio nas suas Instituições, em particular na Justiça”, afirmou, concluindo com a frase em crioulo que resume a sua resiliência: “Um dia, tudu kuzas ta sai na kláru”.
Votos para 2026
Ao encerrar a sua publicação, José Luís Neves focou-se no futuro, desejando um 2026 de objetivos plenamente realizados para todos os cabo-verdianos e expressando o desejo de que Cabo Verde se torne o país com que todos sonhamos.
Caboverde24.info
Fonte: Página Facebook de José Luís Neves


























Uma resposta
A posição muito ponderada. Quem quer viver em Cabo Verde tem de acreditar no poder Justicial. Também, o poder judicial tem de estar em sintonia com a sociedade como forma de melhor a servir e para tanto tem de estar atento às críticas legítimas desta mesma sociedade. A morosidade da Justiça Cabo verdiana torna a injusta.. Uma justiça morosa não serve a ninguém