Homem detido em Porto Novo após destruir viaturas e residência com pedras de paralelo

“O suspeito de 34 anos, com antecedentes criminais, permaneceu barricado em casa de familiar durante várias horas antes de ser capturado por mandado judicial.”

​Uma noite de destruição em Santo Antão

​Na noite de 1 de junho de 2026, Porto Novo, na ilha de Santo Antão, foi palco de um episódio de violência que resultou em danos consideráveis a bens públicos e privados. Um homem de 34 anos utilizou pedras de paralelo para danificar uma viatura de serviço, veículos particulares pertencentes a agentes e ainda uma residência. Os factos, confirmados pela Esquadra Policial de Porto Novo, levaram à emissão de um mandado de captura judicial.

​Barricado em casa de familiar

​Após os incidentes, o suspeito tentou fugir à detenção refugiando-se em casa de um familiar, onde permaneceu barricado durante várias horas. As autoridades aguardaram o momento adequado para executar o mandado, evitando o confronto directo. Quando o indivíduo tentou abandonar o imóvel, foi detido fora de flagrante delito, nos termos previstos pela lei cabo-verdiana.

Prisão preventiva decretada

​Após a detenção, o suspeito foi conduzido às autoridades judiciárias para o primeiro interrogatório judicial. O tribunal determinou a aplicação da medida de coacção de prisão preventiva, considerada a mais gravosa do leque de medidas não detentivas, habitualmente reservada para casos em que existem riscos de fuga, de perturbação da ordem pública ou de continuação da actividade criminosa.

​O historial do detido pesou na decisão: o indivíduo possui antecedentes criminais e já cumpriu anteriormente pena de prisão efectiva.

​Pedras de paralelo como arma

​O uso de pedras de paralelo — blocos de basalto lavrado amplamente utilizados no pavimento urbano cabo-verdiano — como instrumento de destruição não é inédito nos registos de ocorrências nas ilhas. A sua disponibilidade nas ruas torna-as, em determinadas situações de confronto ou vandalismo, o recurso mais imediato.

​No caso de Porto Novo, os danos atingiram simultaneamente o património público e o privado de elementos das forças de segurança, conferindo ao episódio particular gravidade institucional.

​O posicionamento das autoridades

​Em comunicado oficial, as autoridades reafirmaram o compromisso com a manutenção da ordem pública e da segurança dos cidadãos, sublinhando que a actuação se pautou pelo estrito respeito à legalidade. A detenção, executada com base num mandado judicial devidamente fundamentado, ilustra o procedimento padrão em situações de fuga ou recusa de entrega voluntária.

​Recordamos que…

Os factos remontam a 1 de junho de 2026, quando um homem de 34 anos causou danos com pedras de paralelo a uma viatura de serviço, a veículos particulares de agentes e a uma residência em Porto Novo, Santo Antão. Após permanecer barricado em casa de familiar, foi detido por mandado judicial e presente a tribunal, que lhe aplicou prisão preventiva. O detido tem antecedentes criminais e já cumpriu pena de prisão.

​Caboverde24.info

​Fonte: Polícia Nacional de Cabo Verde — Esquadra Policial de Porto Novo

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