Como o colapso do turismo no Médio Oriente pode beneficiar diretamente Cabo Verde

“Collette, Globus, Intrepid, TUI: os grandes operadores mundiais cancelaram Egito, Dubai e Jordânia até junho de 2026. Os turistas precisam de ir para algum lado — e Cabo Verde está no radar.”

​No final de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram operações militares contra alvos iranianos. Em menos de 48 horas, o turismo global entrou em colapso numa das suas regiões mais lucrativas. O aeroporto internacional de Dubai, que em 2025 tinha batido um recorde mundial com 95,2 milhões de passageiros, viu-se obrigado a interromper temporariamente as suas operações. O aeroporto Internacional Hamad, no Qatar, foi igualmente afetado pelo encerramento do espaço aéreo, paralisando os voos de ligação entre a Europa e a Ásia.

​Mais de 80.000 reservas hoteleiras foram canceladas em Dubai apenas na primeira semana de conflito, enquanto os hotéis de toda a região ofereciam descontos massivos para tentar manter as taxas de ocupação.

​Os grandes operadores cancelam Egito, Dubai e Jordânia

​A resposta da indústria foi imediata. A Collette cancelou todas as partidas até junho de 2026 para quatro itinerários no Médio Oriente e no Egito. O grupo Globus cancelou todas as partidas de março para Dubai, Qatar, Egito e Jordânia. A Tauck cancelou itinerários de março e a Viking suspendeu cruzeiros no Egito até ao final do mês. A Intrepid Travel e a Alltours também seguiram o mesmo caminho, suspendendo operações para garantir a segurança dos clientes.

Os turistas não ficam em casa — mudam de destino

​Em turismo, a perceção do risco é quase tão importante como o risco real. Um destino pode não ser diretamente afetado por uma guerra ou crise, mas se ficar associado a uma situação de instabilidade, muitos viajantes escolherão alternativas mais tranquilizadoras. O turismo não desaparece — simplesmente desloca-se.

​Os destinos do Mediterrâneo ocidental, das ilhas Canárias e das Caraíbas registaram um aumento brusco de procura. As transportadoras charter que antes dependiam fortemente da Turquia e do Egito aumentaram as frequências para as ilhas Canárias, Madeira e Cabo Verde.

A easyJet aposta em Cabo Verde como nunca antes

​Enquanto o Médio Oriente implode, Cabo Verde recebe sinais concretos de confiança. A easyJet está a expandir a sua presença no arquipélago com uma terceira rota britânica para a ilha do Sal, a partir de Bristol, inaugurada a 1 de maio de 2026. Mais significativo ainda, a partir de 27 de outubro de 2026, a companhia inaugurará a rota Amesterdão–Sal, o voo mais longo de sempre da transportadora, marcando uma viragem estratégica para o segmento de média-longa distância.

Tudo sobre turismo e transportes

Cabo Verde em 2025: recordes que chegam no momento certo

​O setor do turismo em Cabo Verde atingiu um novo recorde em 2025, acolhendo 1.248.052 hóspedes, um crescimento de 6% face ao ano anterior. O Reino Unido mantém-se como o principal mercado emissor, seguido por Portugal e Alemanha — precisamente os mercados que mais estão a redirecionar as suas viagens. A International SOS classificou Cabo Verde como um destino de risco negligenciável no seu relatório de 2025.

​O que é preciso fazer agora

​A janela existe, mas é estreita. As reservas para o inverno de 2026/27 estão a ser moldadas agora. Cabo Verde precisa de estar presente com oferta disponível e preços competitivos, aproveitando a ocupação anual que já roça os 90% para captar o fluxo que abandona o Médio Oriente.

Cape Verde 24.info

Fonte: Travel Market Report

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