“Segunda derrota consecutiva deixa as Tubarões Azuis dependentes de uma combinação de resultados para sonhar com os quartos de final”
Segundo tropeção seguido em Marrocos
As Tubarões Azuis voltaram a sair derrotadas do relvado do Estádio Larbi Zaouli, em Casablanca, desta feita por 3-2 diante do Mali, em jogo da segunda jornada do Grupo D do Campeonato Africano das Nações (CAN) de Futebol Feminino 2026.
O Mali adiantou-se no marcador aos 28 minutos, por intermédio de Oumou Koné, na sequência de uma assistência de Aïssata Traoré. Cabo Verde respondeu ainda antes do intervalo, com um golo de Eveline Varela, aos 35 minutos, que devolveu o equilíbrio à partida.
Na segunda parte, porém, as malianas voltaram a tomar conta do jogo: Fatoumata Niakaté, aos 50 minutos, e Fatoumata Diarra, aos 79, colocaram o Mali numa vantagem que parecia decisiva. Já perto do final, aos 88 minutos, Alivia Kelly (imagem de capa) reduziu para as cabo-verdianas, mas sem tempo para uma reação mais consequente.
O resultado é especialmente doloroso pelo historial recente entre as duas seleções: foi precisamente ao vencer o Mali, por 4-2 em Bamako (4-3 no total das duas mãos), que Cabo Verde carimbou em outubro de 2025 a sua primeira presença de sempre numa fase final do CAN Feminino.
Depois da estreia amarga frente ao Gana (derrota por 2-0), a formação orientada por Silvéria Nédio “Nita” volta a sair de campo sem pontos, apesar de ter mostrado maior capacidade ofensiva do que no primeiro jogo.
Situação no Grupo D
Com esta derrota, Cabo Verde permanece sem pontos depois de duas jornadas, numa poule que se revelou competitiva e equilibrada em praticamente todos os jogos disputados até agora.
Os Camarões lideram isolados, depois de terem vencido tanto o Mali como o Gana; malianas e ganesas seguem empatadas no segundo lugar, com três pontos cada.
Na terceira e última jornada da fase de grupos, as Tubarões Azuis vão medir forças com os já destacados Camarões, líderes da poule, num jogo em que praticamente só uma vitória, associada a outros resultados favoráveis, poderá manter viva a esperança cabo-verdiana de seguir para os quartos de final — etapa que dá acesso direto ao Mundial Feminino de 2027, no Brasil.
Reação e o que está em jogo
Depois da derrota na estreia, a seleccionadora Nita já tinha reconhecido que o grupo precisava de “momentos de maior concentração” para competir ao mais alto nível. A resposta ofensiva diante do Mali — Cabo Verde chegou a marcar dois golos, um deles já perto do apito final — mostra sinais de evolução em ataque, mas a fragilidade defensiva persiste e voltou a custar caro.
Ainda assim, a simples presença das Tubarões Azuis nesta fase final continua a ser vista como um marco histórico para o desporto feminino cabo-verdiano, à boleia do momento vivido pela seleção masculina no Mundial 2026.
Nota editorial
O percurso da seleção feminina no CAN 2026 marca um divisor de águas no investimento e na visibilidade do futebol feminino cabo-verdiano a nível continental.
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Panoramic 16:9 atmospheric shot of a modern football stadium at night in Casablanca, bright floodlights, green pitch, dramatic clouds, highly detailed, realistic, cinematic lighting, no text, no overlays.
We recall that...
Cabo Verde qualificou-se pela primeira vez para o CAN Feminino ao eliminar o Mali nas eliminatórias (vitória por 4-2 em Bamako, 4-3 no total). Na fase de grupos, perdeu por 2-0 com o Gana na estreia e agora caiu por 3-2 diante da mesma seleção maliana, ficando sem pontos após duas jornadas.
Caboverde24.info
Fonte: CAF (Confederação Africana de Futebol) / Foto: Instagram edasilvaofficial





























