“Cooperação na formação médica é destacada pela instituição portuguesa, que reconhece também as dificuldades económicas enfrentadas por muitos estudantes africanos.”
Em 30 segundos
- 🎓 A Universidade de Coimbra voltou a destacar Cabo Verde entre as suas parcerias académicas no espaço lusófono.
- 🩺 No âmbito da cooperação existente, futuros médicos cabo-verdianos realizam dois anos da sua formação em Coimbra.
- 💶 A instituição quer receber mais estudantes dos PALOP, mas reconhece que os custos de permanência em Portugal são um obstáculo para muitos candidatos africanos.
Formação médica com etapa em Portugal
A formação de médicos cabo-verdianos continua a ter uma importante etapa em Portugal. Esta sexta-feira, 4 de setembro, a Universidade de Coimbra destacou a cooperação com Cabo Verde ao abordar a sua estratégia para aumentar a presença de estudantes estrangeiros.
Em declarações divulgadas pelo Diário de Coimbra, através da agência Lusa, o vice-reitor João Nuno Calvão da Silva apontou a formação médica como um dos exemplos da relação com o arquipélago.
Segundo o responsável, os futuros médicos de Cabo Verde passam dois anos em Coimbra, no quadro da cooperação que envolve a Universidade de Cabo Verde e a instituição portuguesa.
Há um obstáculo além das vagas
A Universidade de Coimbra pretende aumentar o número de alunos provenientes dos países africanos de língua portuguesa. Existe um regime de propinas mais favorável, mas isso não resolve todas as dificuldades.
Segundo o vice-reitor, muitos estudantes africanos não dispõem das condições económicas necessárias para permanecer em Portugal. Alojamento e despesas do dia a dia tornam-se, assim, fatores decisivos para quem pretende estudar fora do seu país.
Para Cabo Verde, a parceria com Coimbra permite complementar no exterior uma formação essencial para o sistema nacional de saúde. Ao mesmo tempo, o alerta da universidade portuguesa mostra que ampliar a mobilidade académica entre os países lusófonos passa também por encontrar condições que tornem essa experiência financeiramente possível.
Caboverde24.info
Fontes: Diário de Coimbra
































One response
Devemos agradecer essa cooperação que, estimo, terá contribuido para a formação de quase 2 centenas de médicos.
Mas o problemão maior do que aqueles assinalados no texto é eles (±70%) NÃO TEREM SIDO INTEGRADOS no SNS e/ou no Privado.