“«Há ofertas residenciais de 2.650 a 5.000 escudos por mês entre Unitel T+, Alou e Starlink, mas o preço sozinho não revela qual ligação serve melhor cada família.»”
Em breve
- 📶A Unitel T+ anuncia internet ilimitada a partir de 2.650 escudos mensais.
- 🏠A Alou apresenta Net Light por 2.999 escudos e Net Fast Base por 3.199 escudos.
- 🛰️A Starlink anuncia planos residenciais a partir de 3.500 e 5.000 escudos, com equipamento à parte.
- ✅Cobertura, velocidade de envio, condições e custo total devem ser confirmados antes de assinar.
Comparar apenas a mensalidade não basta para escolher internet em casa. Entre as ofertas residenciais publicadas pela Alou, Unitel T+ e Starlink, os preços consultados vão de 2.650 a 5.000 escudos por mês, mas as tecnologias, velocidades anunciadas e despesas iniciais são diferentes.
Antes de assinar, a pergunta mais útil não é apenas «qual é a velocidade máxima?», mas «que serviço chega realmente à minha morada e quanto custará no primeiro ano?». A cobertura e os custos de instalação ou equipamento podem mudar a escolha.
Alou: preços próximos, serviços diferentes
No portal da Alou, o Net Light surge por 2.999 escudos por mês, com tráfego ilimitado e velocidade anunciada até 24 Mbps de descarga e 1 Mbps de envio. O Net Fast Base aparece por 3.199 escudos, até 150/75 Mbps e também apresentado como ilimitado.
A mesma operadora divulga o Net Fast de fibra por 4.550 escudos, até 150/75 Mbps e com chamadas para a rede fixa Alou. O 3P Fast é anunciado por 4.999 escudos, com fibra até 150/75 Mbps, 74 canais de televisão e chamadas na rede fixa.
Como o Net Fast Base e o Net Fast anunciam a mesma velocidade máxima com preços diferentes, o cliente deve confirmar os serviços incluídos, a tecnologia disponível, a instalação, a duração de eventuais campanhas e as restantes condições contratuais para a sua morada.
Unitel T+: valores pré-pagos e pós-pagos
A Unitel T+ apresenta o Casa+ Modular com internet ilimitada a partir de 2.650 escudos por mês para clientes pré-pagos. O primeiro escalão anuncia 24/12 Mbps por 4G, WTTH, FWA ou fibra; para clientes pós-pagos, a página indica 2.850 escudos.

Nos escalões seguintes, a página oficial indica 3.100 escudos no pré-pago e 3.300 no pós-pago para 40/20 Mbps por rede sem fios ou até 75/50 Mbps em fibra; 3.500 e 3.700 escudos para fibra até 150/75 Mbps; e 3.900 e 4.100 escudos para até 200/100 Mbps.
A tecnologia efetivamente instalada pode variar. Por isso, os valores e a velocidade devem ser confirmados para o endereço exato, incluindo o regime pré-pago ou pós-pago e quaisquer custos que não estejam incluídos na mensalidade anunciada.
Starlink: satélite com custo inicial
A Starlink anuncia para Cabo Verde o Residential Lite a partir de 3.500 escudos por mês, com velocidade máxima indicada de até 200 Mbps, e o Residential a partir de 5.000 escudos, com até 400 Mbps ou mais.
O acesso por satélite exige equipamento próprio. A empresa anuncia hardware a partir de 20.000 escudos apenas em áreas selecionadas e esclarece que as velocidades máximas não são garantidas, podendo baixar em períodos de utilização elevada da rede.
Um exemplo mostra por que o custo inicial importa: doze mensalidades de 3.500 escudos somam 42.000 escudos. Se o hardware de 20.000 escudos estiver disponível para a morada, a soma do equipamento com um ano de serviço chega a 62.000 escudos, antes de outros custos. É uma simulação, não um orçamento.
Velocidade anunciada não conta toda a história
Os números anunciados precisam de ser lidos com atenção. Na Alou e na Unitel T+, pares como 150/75 Mbps distinguem a velocidade de descarga da velocidade de envio; na Starlink, a página consultada apresenta máximos de descarga e avisa que não são garantidos.
O download pesa na receção de vídeos e ficheiros; o upload torna-se importante em videochamadas, envio de documentos e cópias na nuvem. Uma mensalidade próxima pode, portanto, corresponder a capacidades bastante diferentes.
Para utilização básica por uma pessoa, uma oferta mais simples pode bastar. Numa casa com vários equipamentos e trabalho remoto simultâneo, a estabilidade, o envio de dados e a qualidade da rede dentro da habitação ganham mais peso. Nenhuma destas necessidades determina, por si só, um operador vencedor.
Cinco perguntas antes de assinar
Antes de assinar, convém pedir respostas por escrito a cinco perguntas: qual tecnologia está disponível na morada; quais velocidades e tráfego estão incluídos; quanto custam instalação, router ou antena; se existe fidelização; e como funciona o apoio técnico quando a ligação falha.
Também é prudente confirmar se o preço é promocional, quando termina a promoção e qual será a mensalidade normal. Quem depende da internet para trabalhar pode avaliar uma ligação alternativa, desde que o orçamento o permita.
O mercado geral não escolhe pela sua morada
Os dados da ARME mostram que Cabo Verde tinha 500.263 assinaturas de acesso à internet no segundo trimestre de 2026 e que 85% eram de banda larga móvel Small Screen. O total abrange tecnologias diferentes e não demonstra qual operador oferece a melhor internet residencial em cada rua ou ilha.
A escolha começa pela cobertura efetiva da casa, passa pelo custo total e termina nas necessidades reais de quem utiliza a ligação. Pagar mais não garante automaticamente o serviço mais adequado; o essencial é comparar ofertas que estejam realmente disponíveis no endereço.
Cape Verde 24.info
Fonte: Alou; Unitel T+; Starlink; ARME.































