Dois dias difíceis para a Cabo Verde Airlines: atrasos e voos extra marcam operação do fim e início de semana

“Companhia aérea registou múltiplos atrasos e pelo menos sete voos com estatuto “desconhecido” nos dias 16 e 17 de novembro, evidenciando dificuldades operacionais”

A Cabo Verde Airlines enfrentou sérias dificuldades operacionais entre sábado, 16, e segunda-feira, 17 de novembro, com os seus dois aeronaves ATR 72-600 (matrículas D4-CCM e D4-CCN) a registarem vários atrasos significativos e, mais preocupante, pelo menos sete voos com estatuto “desconhecido” (Unknown), o que indica possíveis cancelamentos ou graves perturbações operacionais.

De acordo com dados do FlightRadar24, o aeronave D4-CCM (MSN 1512) registou três voos com estatuto “desconhecido”: dois no sábado (VR4212 de São Vicente para Sal às 18h30 e VR4022 de Praia para São Vicente às 17h10) e um na segunda-feira (VR4041 de Praia para Boa Vista às 13h20). O aeronave D4-CCN (MSN 1514) apresentou quatro ocorrências similares, incluindo dois voos da rota Praia-Boa Vista e dois voos envolvendo Sal e Boa Vista.

Os atrasos registados foram também significativos. Na segunda-feira, o voo VR4401 de Boa Vista para Praia, programado para as 14h30, apenas descolou às 17h26, acumulando quase três horas de atraso. O voo VR4101 de Espargos para Praia sofreu um atraso ainda maior, partindo às 15h15 quando estava previsto para as 12h00. No sábado, vários voos também registaram atrasos, embora de menor dimensão.

Particularmente preocupante é o facto de alguns voos aparecerem sem qualquer informação de horário de partida ou chegada real (indicados com “—” nas colunas ATD e STD), o que sugere que estes voos podem não ter sido operados conforme previsto.

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Silêncio institucional

Apesar de estes episódios terem sido amplamente comentados e contestados nas redes sociais por passageiros afetados, não houve qualquer comunicado ou justificação por parte da companhia aérea. Também a comunicação social cabo-verdiana não deu cobertura aos incidentes, e a Agência de Aviação Civil (AAC), entidade reguladora do sector, manteve-se igualmente em silêncio, sem emitir qualquer pronunciamento sobre as perturbações verificadas.

Este silêncio institucional contrasta com as frustrações expressas pelos passageiros nas redes sociais e levanta questões sobre a transparência e a responsabilização no sector da aviação civil cabo-verdiana.

Uma das viagens realizadas no sábado sem que constasse o destino

Estes incidentes reforçam as preocupações sobre a capacidade operacional da Cabo Verde Airlines, que opera com apenas dois aeronaves ATR 72-600 para garantir toda a conectividade aérea doméstica do arquipélago, tornando a operação particularmente vulnerável a quaisquer contratempos técnicos ou logísticos.

Cabo Verde24

Fonte: FlightRadar24

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Uma resposta

  1. A CVA também utiliza um boeing 737 que me levou da Praia para o Sal na 6a feira (com menos de 10 lugares disponíveis!!!) e no qual regressei (com atraso…) na Madrugada de Domingo (programado para 0:30 saiu bem depois da 1 hora.

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