“O desafio de garantir cuidados médicos de alta qualidade para quem visita as nossas ilhas”
Cabo Verde tem consolidado a sua posição como um dos destinos turísticos mais procurados no Atlântico. No entanto, a segurança sanitária continua a ser um tema sensível e recorrente. Recordamos que incidentes anteriores envolvendo a capacidade de resposta médica a casos de alta complexidade já tinham levantado debates sobre a urgência de uma reforma no setor da saúde para acompanhar o crescimento do turismo.
Transparência editorial
O portal CaboVerde24 inicia este artigo com a publicação do vídeo e do relato integral desta denúncia. Tomamos a decisão editorial de exibir este conteúdo de forma “em claro” por considerar que o tema é de óbvio interesse público e dado que o mesmo foi publicado de forma aberta, sem restrições de privacidade, na página de Facebook de Dawn Plimmer. Acreditamos que a transparência é essencial para o debate sobre a melhoria dos nossos serviços.
O relato do Incidente e a falha no dagnóstico
As imagens documentam o drama vivido por Mark Paris durante o que deveriam ser férias em Cabo Verde. Segundo Dawn, Mark — com histórico de doença coronária — apresentou sintomas clássicos de enfarte. Numa clínica privada, após exames superficiais, foi diagnosticado apenas com “desidratação” e considerado apto para voar. Só após o agravamento do estado de saúde e um retorno insistente é que um ECG revelou danos cardíacos severos, com a função reduzida a 40%.
Condições de internamento “assombradoras”
O relato torna-se ainda mais grave ao descrever a noite no hospital público. Dawn afirma que encontrou Mark sem oxigénio ou fluidos intravenosos, sem que lhe tivessem oferecido água ou comida. A turista descreve um cenário desolador: ausência de almofadas ou roupa de cama limpa, uma sanita contaminada com sangue e o paciente, fraco e confuso, “coberto de moscas”.
Obstáculos à transferência e a salvação em Tenerife
A denúncia aponta ainda dificuldades burocráticas críticas: o hospital ter-se-ia recusado inicialmente a entregar cópias das notas clínicas necessárias para a transferência de emergência, alegando serem “propriedade hospitalar”. Mark acabou por ser salvo graças a uma equipa médica da Alemanha que voou de Colónia para o transportar para Tenerife, uma operação que, segundo a autora, teria custado mais de 150 mil euros caso não houvesse um seguro de viagem adequado.
Conclusão: Um Aviso ao Destino
Este caso é um alerta severo sobre a necessidade de seguros de saúde e, sobretudo, sobre a urgência de Cabo Verde elevar os seus padrões médicos. A saúde não pode ser o elo fraco do nosso turismo.
Espaço para o contraditório
Fiel ao rigor jornalístico, o CaboVerde24 deixa o convite aberto e formal à clínica privada e às autoridades de saúde mencionadas para exercerem o seu direito de resposta. Publicaremos na íntegra qualquer esclarecimento enviado.
Caboverde24.info
Fonte: Rede social Facebook































