“A segunda edição do trek feminino Rose Trip escolheu novamente a ilha de Boa Vista para palco de uma prova que combina orientação, superação e luta contra o cancro da mama.”
Boa Vista, destino de uma aventura 100% feminina
Cabo Verde voltou a ser palco de uma das provas de aventura feminina mais singulares do mundo. Entre 7 e 13 de maio de 2026, a segunda edição do Rose Trip Cap-Vert reuniu 147 participantes distribuídas por 56 equipas na ilha de Boa Vista, transformando as suas paisagens desérticas num cenário de determinação, sororidade e solidariedade.
A prova foi organizada pela Désertours e contou com a presença de participantes provenientes do Quebeque, de França e da Bélgica, confirmando o crescente apelo internacional que Boa Vista exerce como destino de turismo de aventura.
Orientação nas dunas: a bússola como única aliada
O conceito da prova é tão simples quanto exigente. Equipadas com uma bússola, um transferidor topográfico, um mapa e um bom par de botas de montanha, as participantes percorrem os grandes espaços naturais durante vários dias de etapas classificativas. Sem GPS, sem atalhos tecnológicos — apenas o engenho de cada equipa para encontrar as balizas escondidas entre dunas, relevos vulcânicos e trilhos desérticos.
A média de idades das participantes foi de 46 anos, com a trekker mais velha a ter 66 anos e a mais jovem apenas 19, demonstrando que esta prova não exige um perfil atlético específico, mas sim força de vontade.
Dados da edição 2026
O percurso canadiano: 19.ª classificada entre 56 equipas
Entre as histórias de superação desta edição destaca-se a de Annick Richer, originária de Sorel-Tracy, no Quebeque. Ao lado de Juliette Jean, de Blainville, completou as quatro etapas da prova e permitiu à sua equipa terminar no 19.º lugar entre as 56 equipas participantes — um resultado assinalável para uma dupla que veio de tão longe para competir nas areias de Boa Vista.
A sua participação foi noticiada pelo SorelTracy Magazine, evidenciando como Cabo Verde continua a despertar atenção mediática no Canadá francófono, não apenas como destino balnear mas como território de aventura autêntica.
Solidariedade como motor da prova
O Rose Trip não é apenas desporto. Uma das quatro etapas classificativas foi dedicada inteiramente à associação Ruban Rose, que luta pela prevenção e sensibilização contra o cancro da mama, com a presença de porta-vozes afetadas pela doença no final da jornada.
As participantes puderam também fazer doações à associação Jeune et Rose e à Cap Eco Solidaire, esta última com ação direta em Cabo Verde na área da educação e do acesso ao ensino.
A organização sublinhou que Cabo Verde oferece muito mais do que paisagens: olhares sinceros, sorrisos espontâneos, uma cultura vibrante e uma forma de viver que apazigua — qualidades que transformam a ilha de Boa Vista num palco ideal para uma prova assente em valores humanos.
Boa Vista como destino de turismo de aventura
A realização consecutiva desta prova em Boa Vista não é casual. A ilha oferece uma combinação rara de deserto, vulcões e oceano que a torna um cenário único para o turismo experiencial. A presença de dezenas de mulheres de vários países europeus e norte-americanos durante uma semana inteira representa um impacto económico e promocional significativo para a ilha e para Cabo Verde no seu conjunto.
O facto de o evento apoiar também iniciativas comunitárias locais através da Cap Eco Solidaire reforça a dimensão de turismo responsável que Cabo Verde tem vindo a cultivar como diferencial competitivo.
Recordamos que…
A primeira edição do Rose Trip Cabo Verde teve lugar igualmente em Boa Vista e contou com 174 participantes, estabelecendo as bases para uma prova que se consolidou rapidamente como uma referência no calendário internacional do turismo de aventura feminino. A segunda edição, em maio de 2026, confirmou o crescimento e a fidelização do evento ao arquipélago cabo-verdiano.
Caboverde24.info
Fonte: SorelTracy Magazine / Désertours / Rose Trip





































