“Super”, de LZ, Horrid Mx e Xrootz, junta-se a temas de Chipre e do México no top de verão de uma rádio do Principado“
Uma emissora do Principado do Mónaco incluiu Cabo Verde num levantamento dedicado às músicas que estão a marcar o verão em diferentes países. Ao lado de temas de Chipre e do México, surge “Super”, faixa que junta os nomes LZ, Horrid Mx e Xrootz — ligados à cena musical urbana de Lisboa fortemente influenciada pela cultura crioula cabo-verdiana.
O QUE DIZ A RÁDIO MONEGASCA
O programa apresenta uma seleção internacional de “tormentões” do verão, país a país. Para representar Cabo Verde, a escolha recaiu sobre “Super”, descrita como o som que está a animar o arquipélago nesta época, com referências a ilhas como Boa Vista, Santo Antão e Sal.
QUEM ESTÁ POR TRÁS DE “SUPER”
A faixa foi lançada a 2 de abril de 2026 e integra o álbum Makavelz, de LZ. O tema junta o rapper a Horrid Mx e ao coletivo Xrootz, ao qual LZ pertence desde 2020, ano em que surgiu no panorama musical com o single “Don’t Be Silly”. A projeção maior chegou com o álbum Red Eyes (2024), e o artista prepara-se agora para apresentar Makavelz ao vivo em Lisboa.
UMA LIGAÇÃO MAIS PROFUNDA: O RAP CRIOULO DA DIÁSPORA
LZ e o coletivo Xrootz movem-se dentro do chamado rap crioulo — um género musical nascido nos bairros periféricos de Lisboa onde se concentra grande parte da diáspora cabo-verdiana em Portugal. Nestas comunidades, o crioulo funciona como língua de identidade e pertença, mesmo entre jovens de outras origens que cresceram no mesmo contexto social. É esta cena — que também deu artistas como Julinho KSD, Dino d’Santiago ou Vado Más Ki Ás — que continua a projetar sonoridades ligadas a Cabo Verde para fora do arquipélago.
QUEM É LZ?
LZ é um rapper surgido em 2020 em Rio de Mouro, periferia de Lisboa, integrado no coletivo Xrootz. Ganhou destaque com o álbum Red Eyes (2024) e prepara agora o segundo álbum de estúdio, Makavelz, apresentado ao vivo na capital portuguesa.
Nota editorial: importa clarificar que LZ, Horrid Mx e Xrootz não são artistas nascidos ou residentes em Cabo Verde, nem há confirmação pública de ascendência familiar cabo-verdiana. A ligação ao arquipélago faz-se através do género musical em que se inserem — o rap crioulo, nascido e desenvolvido em bairros lisboetas de forte presença da diáspora cabo-verdiana, onde a língua e a estética crioula moldam a criação musical local. É essa influência cultural, e não a nacionalidade dos artistas, que motivou a escolha da rádio monegasca.
Recordamos que a cena do rap crioulo em Portugal nasceu nos anos 1990 em bairros como Cova da Moura, na Amadora, e tem vindo a ganhar visibilidade internacional crescente, com vários artistas já contratados por editoras internacionais.
Caboverde24.info
Fonte e imagem: Rádio de Mónaco

































