“Trabalhadores da agência portuguesa responsável pelas migrações cumprem esta terça-feira uma paralisação nacional. Portugal tem 71 mil residentes de nacionalidade cabo-verdiana.”
Em 30 segundos
🇵🇹 Trabalhadores da AIMA cumprem esta terça-feira, 6 de outubro, uma greve nacional de 24 horas.
📄 A paralisação pode afetar o funcionamento dos balcões e o atendimento ao público, embora não esteja confirmado o encerramento generalizado das lojas.
🇨🇻 Portugal tinha no final de 2025 71.005 residentes de nacionalidade cabo-verdiana, segundo os dados mais recentes da AIMA.
📞 Quem tenha atendimento marcado para hoje deve confirmar a situação junto da agência e acompanhar as comunicações oficiais.
Greve durante todo o dia
Os trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) estão em greve nacional esta terça-feira, 6 de outubro, numa paralisação convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM).
A greve decorre entre as 00h00 e as 24h00 e abrange os trabalhadores da AIMA abrangidos pelo âmbito estatutário do sindicato, independentemente do vínculo, carreira, categoria, unidade orgânica ou local de trabalho.
A paralisação pode afetar os balcões da agência e outros serviços prestados aos cidadãos estrangeiros em Portugal, dependendo da adesão dos trabalhadores.
O sindicato afirma ter avançado para a greve depois de não obter resposta a um pedido urgente de reunião dirigido à tutela.
Entre as principais reivindicações estão a criação de uma carreira técnica própria de migração, o reconhecimento da especificidade das funções desempenhadas e a atribuição de um suplemento remuneratório semelhante ao proposto pelo Ministério da Administração Interna para elementos da PSP e da GNR que trabalham no controlo de fronteiras. O sindicato reclama ainda valorização profissional e reforço da capacidade das equipas.
Em setembro, o Ministério da Administração Interna propôs às estruturas representativas da PSP e da GNR um suplemento específico para os profissionais que desempenham funções de controlo de fronteiras.
Impacto particularmente relevante para a comunidade cabo-verdiana
A paralisação tem interesse direto para milhares de cabo-verdianos que vivem em Portugal e dependem da AIMA para diferentes procedimentos relacionados com residência e documentação.
Segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025, divulgado pela própria agência, 71.005 cidadãos de nacionalidade cabo-verdiana residiam em Portugal no final de 2025.
Cabo Verde era, assim, uma das nacionalidades estrangeiras com maior presença no país.
O número também mostra o crescimento recente da comunidade registada administrativamente: em 2024, a AIMA contabilizava 65.507 residentes de nacionalidade cabo-verdiana.
Tenho marcação hoje. O que devo fazer?
A existência da greve não significa automaticamente que todas as lojas da AIMA estejam encerradas ou que todas as marcações tenham sido canceladas.
O impacto dependerá da adesão dos trabalhadores e do funcionamento de cada serviço. Por isso, quem tenha uma marcação para esta terça-feira deve não assumir que foi cancelada sem confirmação.
Há um precedente recente que aconselha precisamente essa cautela. Na greve realizada nos dias 1, 2, 3 e 5 de junho, a AIMA informou, no primeiro dia da paralisação, que a adesão estava abaixo dos 3% e que todas as lojas se mantinham em funcionamento, sem necessidade de cancelar marcações.
Esse dado refere-se exclusivamente à greve de junho e não permite antecipar a adesão à paralisação desta terça-feira.
Quem tenha atendimento marcado para hoje deve verificar eventuais comunicações recebidas da AIMA e consultar os canais oficiais da agência antes da deslocação. O Centro de Contacto da AIMA funciona habitualmente de segunda a sexta-feira, entre as 08h00 e as 20h00, através do número +351 217 115 000.
Caso um atendimento não possa realizar-se devido à greve, o utente deve conservar a confirmação da marcação e qualquer comunicação recebida da agência, para poder comprovar que tinha atendimento previsto para esta data.
Paralisação num serviço de grande procura
A greve acontece num momento em que a AIMA continua a gerir um elevado volume de processos migratórios.
Em 2025, a agência registou 671.273 agendamentos e realizou 605.890 atendimentos. Já no primeiro semestre de 2026, a própria AIMA informou ter aumentado em mais de 60% o número de atendimentos efetivamente realizados nas suas lojas, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A dimensão efetiva do impacto da greve desta terça-feira dependerá agora da adesão dos trabalhadores e do funcionamento dos diferentes serviços ao longo do dia.
Caboverde24.info
Fonte: Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Sindicato dos Técnicos de Migração, Ministério da Administração Interna, RTP e Lusa.



















