“Denúncias dos moradores levaram à apreensão de produtos com urina e fezes de ratos. O estabelecimento só poderá reabrir depois de uma limpeza profunda, desinfestação profissional e nova avaliação sanitária.”
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- 🐀 Um minimercado de São Domingos, na ilha de Santiago, foi temporariamente encerrado por falta de condições de higiene.
- 🔴 Os inspetores encontraram grandes quantidades de produtos contaminados com urina e fezes de ratos.
- 🛑 Os produtos foram apreendidos para destruição. A reabertura depende da correção das irregularidades e de uma nova avaliação.
- 📊 Em setembro, outras fiscalizações da IGAE levaram à suspensão temporária de 35 estabelecimentos na Praia e no Mindelo.
Denúncias dos moradores levaram à fiscalização
As denúncias de moradores de São Domingos, na ilha de Santiago, levaram a Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE) a encerrar temporariamente um minimercado onde foram encontrados produtos contaminados com urina e fezes de ratos.
Segundo a instituição, a intervenção aconteceu depois de várias reclamações da população sobre falta de higiene, infestação por ratos e baratas, produtos fora do prazo de validade, conservação inadequada dos alimentos e mau atendimento.
Durante a inspeção, os agentes encontraram uma situação considerada preocupante para a saúde pública.
A IGAE confirmou a apreensão de grandes quantidades de produtos contaminados por dejetos de roedores, que foram imediatamente retirados do estabelecimento para serem destruídos no aterro sanitário.
Reabertura depende de nova inspeção
O minimercado ficou impedido de funcionar até que sejam corrigidas as irregularidades identificadas.
A instituição determinou uma limpeza profunda, higienização completa, desinfestação profissional e reorganização adequada do espaço comercial.
Mesmo depois destes trabalhos, a reabertura não será automática. O estabelecimento terá de ser novamente avaliado pela IGAE, que verificará se foram restabelecidas as condições sanitárias necessárias ao funcionamento.
A operação contou com a colaboração da Polícia Nacional, através da esquadra de São Domingos.
Quais são os riscos para a saúde?
A presença de ratos e baratas em estabelecimentos alimentares representa um risco para os consumidores, sobretudo quando os produtos entram em contacto com urina, fezes ou superfícies contaminadas.
A urina de ratos infetados pode transmitir leptospirose, uma doença bacteriana que pode provocar febre, dores musculares e, nos casos graves, complicações renais e hepáticas.
As fezes de roedores também podem transportar bactérias como a Salmonella, responsável pela salmonelose, uma infeção que pode causar diarreia, febre e dores abdominais.
Importa esclarecer que estes são riscos sanitários conhecidos e não doenças confirmadas neste estabelecimento.
O comunicado da IGAE não identifica o minimercado, não indica o número ou o peso dos produtos apreendidos nem informa se foram registados casos de doença associados ao consumo dos produtos comercializados.
Em setembro, 35 estabelecimentos já tinham sido suspensos
O caso de São Domingos surge poucas semanas depois de uma operação de fiscalização que revelou problemas significativos no comércio a retalho.
Entre 1 e 15 de setembro, a IGAE realizou 208 fiscalizações a estabelecimentos comerciais na Praia e no Mindelo, registando uma taxa de incumprimento de 89%, a mais elevada dos últimos seis anos.
Durante essas operações, 35 estabelecimentos foram temporariamente suspensos por falta de condições de higiene, incluindo situações de presença de ratos, baratas e outras pragas.
Estas suspensões resultaram de operações anteriores, distintas da intervenção agora divulgada em São Domingos.
A importância das denúncias dos consumidores
O caso demonstra a importância da participação dos cidadãos na identificação de situações que podem comprometer a segurança alimentar.
A fiscalização foi desencadeada pelas reclamações dos próprios moradores, permitindo identificar irregularidades e retirar de circulação produtos considerados impróprios.
A IGAE agradeceu a colaboração da população de São Domingos e apelou à participação dos cidadãos na proteção da saúde pública.
Caboverde24.info
Fontes: Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE); Inforpress, 19 de setembro de 2026; Organização Mundial da Saúde (OMS);







































