“O aumento da procura levou ao reforço do atendimento; orientações médicas ajudam as famílias a reconhecer os sinais que exigem assistência.”
Em breve
- ⛺Hospital instalou uma tenda para atendimento durante o dia.
- 💊Médica reconhece dificuldades e atrasos na chegada de medicamentos.
- ⚠️Dor ocular ou alterações da visão exigem avaliação urgente.
O surto de conjuntivite no Sal já está a pressionar o atendimento hospitalar. Segundo o OPAÍS, numa notícia de 14 de outubro, a direção do Hospital Regional Ramiro Figueira instalou uma tenda no parque de estacionamento para receber estes doentes durante o dia. A RTC também noticiou o aumento da procura de cuidados.
Em declarações à RCV citadas pelo OPAÍS, a médica Raiana Reis, que substitui a diretora clínica, reconheceu dificuldades nos serviços e atrasos na chegada de medicamentos às farmácias. A informação consultada não identifica os produtos afetados, as quantidades em falta ou uma data de reposição; não permite concluir uma rutura de todos os tratamentos na ilha.
A pressão sobre as urgências é um sinal que exige acompanhamento, mas o total de atendimentos hospitalares não equivale ao número de casos de conjuntivite. Os elementos públicos consultados não apresentam um balanço atualizado dos casos confirmados, da sua gravidade ou da causa específica deste surto.
Para as famílias preocupadas, importa saber como procurar ajuda e evitar novos contágios. A médica recomendou o cumprimento das orientações clínicas e alertou para o risco de aplicar chás ou outros produtos caseiros nos olhos, devido à possibilidade de contaminação.
Dor nos olhos, sensibilidade à luz, alterações da visão ou vermelhidão muito intensa justificam avaliação urgente, de acordo com a orientação geral do NHS britânico. Recém-nascidos com menos de 30 dias e olhos vermelhos com secreções também precisam de avaliação urgente. Estas recomendações não substituem a avaliação dos profissionais locais.
O tratamento depende da causa da conjuntivite. Os antibióticos não funcionam contra as formas virais nem contra as alérgicas, lembra o NHS. Não deve ser escolhido ou partilhado um colírio medicado sem orientação profissional.
A Delegacia de Saúde do Sal recomenda lavar frequentemente as mãos, evitar esfregar os olhos e não partilhar toalhas, almofadas ou colírios. Nas escolas e creches, crianças com sintomas devem permanecer em casa até serem avaliadas e receberem orientação de um profissional de saúde, conforme o comunicado divulgado pelo Expresso das Ilhas a 13 de outubro.
A maior procura de assistência e as dificuldades relatadas nos serviços merecem informação clara e atualizada. Enquanto se acompanha a resposta ao surto, a prioridade é seguir a orientação clínica, reforçar a higiene e procurar ajuda perante sinais de alarme.
Caboverde24.info
Fonte: OPAÍS.cv, reportagem com declarações à RCV; RTC / Jornal da Noite TCV; Delegacia de Saúde do Sal, comunicado divulgado pelo Expresso das Ilhas; NHS — Conjunctivitis.
Imagem: Fotografia fornecida à redação; autor não identificado. Segundo confirmação do editor, foi captada em 15 de outubro de 2026 no hospital de Espargos. A imagem não permite identificar os diagnósticos das pessoas presentes.







































