“Como o Plano de Contingência blinda a economia nacional e garante a continuidade da conectividade no arquipélago”
Cabo Verde, enquanto nação arquipelágica, vive e respira através das suas fronteiras aéreas e marítimas. Em 2026, o Governo de Cabo Verde anunciou a atualização dos planos de contingência dos aeroportos e portos até 2035, incorporando riscos emergentes como pandemias, ciberataques e fenómenos climáticos extremos. Este instrumento não é apenas um documento técnico, mas um escudo estratégico para garantir que o país nunca fique isolado.
O que é e para que serve este plano?
O plano consiste num conjunto rigoroso de procedimentos de resposta a emergências, validado por entidades como o Ministério do Mar, a Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE) e a Cabo Verde Airports (CVA). Ele serve para assegurar que, perante um evento disruptivo — seja um desastre natural ou uma falha técnica grave —, o fluxo de pessoas e mercadorias essenciais não sofra paralisia.
Com as projeções de crescimento a apontarem para um tráfego de 3 milhões de passageiros e a consolidação dos portos como centros de logística regional, a utilidade do plano é clara: transformar a vulnerabilidade insular em resiliência organizada. O foco está na continuidade operativa, garantindo que existam sempre protocolos prontos a entrar em ação para proteger o abastecimento nacional.
Pilares da resiliência 2026-2035
A estratégia para a próxima década assenta em quatro eixos fundamentais de segurança e eficiência:
- Autonomia energética: Expansão de sistemas de energia solar, como o já existente no Aeroporto da Praia, e nos principais terminais portuários, para garantir alimentação elétrica autónoma em caso de falha da rede de distribuição.
- Redundância logística: Protocolos para desvio de carga e passageiros entre ilhas vizinhas — como o eixo estratégico São Vicente–Santo Antão — em caso de encerramento temporário de uma infraestrutura.
- Cibersegurança: Proteção avançada dos sistemas de gestão de tráfego aéreo, portuário e de informação de passageiros contra ameaças digitais em crescendo.
- Adaptação climática: Reforço das infraestruturas costeiras e de proteção contra a erosão, para resistir à subida do nível do mar e a fenómenos meteorológicos extremos no Atlântico Central.
Projeções e metas de infraestrutura
Quem é a ENAPOR?
A ENAPOR – Portos de Cabo Verde é a empresa pública responsável pela gestão, administração e exploração dos portos e terminais do arquipélago. Fundada em 1982, é a espinha dorsal da economia azul nacional, operando em todas as ilhas habitadas. Com a subconcessão de serviços portuários e um ambicioso plano de modernização, a ENAPOR lidera a transformação dos terminais cabo-verdianos em plataformas logísticas competitivas, garantindo que o mar continue a ser a principal via de ligação do país ao mundo.
Investimento Sustentável e Futuro
Através de parcerias estratégicas com a IFC e a VINCI Airports (Cabo Verde Airports), o país está a executar um plano de investimentos que abrange a expansão de terminais na Praia, Sal e Boa Vista. Este esforço inclui ainda a preparação da construção do futuro Aeroporto Internacional de Santo Antão, atualmente em fase de estudo de viabilidade, assegurando que as novas infraestruturas já nasçam sob os mais elevados padrões de segurança e contingência global.
Recordamos que o Plano de Contingência 2026-2035 foi desenhado para mitigar riscos logísticos, garantindo que o abastecimento e o turismo — pilares do PIB cabo-verdiano — permaneçam protegidos contra choques externos.
Caboverde24.info
Fonte: Ministério do Mar, UGPE e Cabo Verde Airports (CVA)
Nota Editorial: A atualização destes planos reflete as melhores práticas internacionais da ICAO e da IMO para a resiliência de estados insulares.







































