Onde os cabo-verdianos vivem nos arredores de Lisboa

A presença cabo-verdiana na Área Metropolitana de Lisboa é uma das mais emblemáticas entre as comunidades migrantes em Portugal. Os cabo-verdianos têm desempenhado um papel central tanto na história social como cultural dos arredores de Lisboa desde as grandes vagas migratórias do final do séculoXX.

Onde os cabo-verdianos vivem nos arredores de Lisboa
A Ponte 25 de Abril, que liga Almada a Lisboa.

Principais localidades onde vivem cabo-verdianos

Amadora: O município da Amadora, especialmente bairros como a Cova da Moura, destaca-se como um dos principais centros da comunidade cabo-verdiana. O bairro Alto da Cova da Moura, por exemplo, concentra cerca de 9,000 moradores, dos quais aproximadamente 80% têm origem em Cabo Verde. Esta zona é conhecida tanto pela forte mobilização comunitária quanto pelo papel das associações locais na promoção da integração social e defesa dos interesses coletivos.

Oeiras: Também na periferia de Lisboa, Oeiras acolhe um número significativo de cabo-verdianos, muitos dos quais vivem em bairros periféricos fruto do histórico de realojamentos e da procura por melhores condições habitacionais.

Almada e Setúbal: Almada, a sul do Tejo, é outro dos grandes destinos desta comunidade graças à proximidade com Lisboa e à oferta de alojamento mais acessível, especialmente nas últimas décadas. Setúbal, mais distante, mas igualmente relevante, acolheu famílias à medida que procuravam melhores oportunidades de habitação.

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Lisboa, Sintra e bairros periféricos: Nos primeiros tempos, muitos cabo-verdianos estabeleceram-se em bairros populares e, por vezes, degradados de Lisboa, como Campo de Ourique, Estrela e São Bento, onde alugavam quartos ou andares inteiros. Com o tempo, foram-se deslocando para bairros de periferia, como Amadora, Sintra, Barreiro, acompanhando a expansão da área metropolitana e dos processos de realojamento promovidos pelo Estado Português.

Realidades habitacionais e integração
Durante muito tempo, grande parte da comunidade cabo-verdiana viveu em “bairros de lata” (bairros informais e muitas vezes clandestinos), localizados na periferia de Lisboa. O Plano Especial de Realojamento (PER), iniciado na década de 1990, foi responsável por transferir muitas dessas famílias para bairros sociais, embora persistam desafios relacionados à adaptação a novas formas de habitar (como prédios) e ao acesso a habitação condigna.

Os obstáculos socioeconómicos, como baixos rendimentos — muitas vezes consequência de empregos pouco qualificados — e o racismo estrutural, perpetuam dificuldades de acesso à habitação de qualidade. As associações cabo-verdianas desempenham papel fundamental na integração, oferecendo apoio social, cultural e organizando respostas às necessidades da comunidade.

Um cenário em transformação
Hoje, é comum observar a mobilidade ascendente de famílias cabo-verdianas que, aproveitando melhores condições económicas e programas públicos, começam a ocupar novos bairros periféricos e apartamentos anteriormente de famílias portuguesas da classe operária. O processo de integração é marcado por desafios mas, também, por conquistas culturais e sociais que consolidam a presença cabo-verdiana como parte integrante da Grande Lisboa.

Resumo: Os cabo-verdianos concentram-se, sobretudo, nos municípios de Amadora (especialmente Cova da Moura), Oeiras, Almada e Setúbal, assim como em bairros periféricos de Lisboa. Apesar dos desafios históricos e atuais na habitação e integração, a comunidade cabo-verdiana é hoje reconhecida pelo dinamismo social e cultural que imprime à vida dos arredores de Lisboa.

Cabo Verde24

Fontes:
Wikipedia 

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2 Responses

  1. Como Cidadão CABO-VERDIANA ..GOSTARIA QUE VALORIZA A MÃO DE OBRA DOS CABO-VERDIANA QUE VÃO LA PROCURAR UMA VIDA MELHOR E ESTUAR,
    MUITO EXPLORAÇÃO NAs HABITAÇÕES ..o custo das rendas é exuberante…

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