A presença cabo-verdiana na Área Metropolitana de Lisboa é uma das mais emblemáticas entre as comunidades migrantes em Portugal. Os cabo-verdianos têm desempenhado um papel central tanto na história social como cultural dos arredores de Lisboa desde as grandes vagas migratórias do final do séculoXX.
Principais localidades onde vivem cabo-verdianos
Amadora: O município da Amadora, especialmente bairros como a Cova da Moura, destaca-se como um dos principais centros da comunidade cabo-verdiana. O bairro Alto da Cova da Moura, por exemplo, concentra cerca de 9,000 moradores, dos quais aproximadamente 80% têm origem em Cabo Verde. Esta zona é conhecida tanto pela forte mobilização comunitária quanto pelo papel das associações locais na promoção da integração social e defesa dos interesses coletivos.
Oeiras: Também na periferia de Lisboa, Oeiras acolhe um número significativo de cabo-verdianos, muitos dos quais vivem em bairros periféricos fruto do histórico de realojamentos e da procura por melhores condições habitacionais.
Almada e Setúbal: Almada, a sul do Tejo, é outro dos grandes destinos desta comunidade graças à proximidade com Lisboa e à oferta de alojamento mais acessível, especialmente nas últimas décadas. Setúbal, mais distante, mas igualmente relevante, acolheu famílias à medida que procuravam melhores oportunidades de habitação.
Lisboa, Sintra e bairros periféricos: Nos primeiros tempos, muitos cabo-verdianos estabeleceram-se em bairros populares e, por vezes, degradados de Lisboa, como Campo de Ourique, Estrela e São Bento, onde alugavam quartos ou andares inteiros. Com o tempo, foram-se deslocando para bairros de periferia, como Amadora, Sintra, Barreiro, acompanhando a expansão da área metropolitana e dos processos de realojamento promovidos pelo Estado Português.
Realidades habitacionais e integração
Durante muito tempo, grande parte da comunidade cabo-verdiana viveu em “bairros de lata” (bairros informais e muitas vezes clandestinos), localizados na periferia de Lisboa. O Plano Especial de Realojamento (PER), iniciado na década de 1990, foi responsável por transferir muitas dessas famílias para bairros sociais, embora persistam desafios relacionados à adaptação a novas formas de habitar (como prédios) e ao acesso a habitação condigna.
Os obstáculos socioeconómicos, como baixos rendimentos — muitas vezes consequência de empregos pouco qualificados — e o racismo estrutural, perpetuam dificuldades de acesso à habitação de qualidade. As associações cabo-verdianas desempenham papel fundamental na integração, oferecendo apoio social, cultural e organizando respostas às necessidades da comunidade.
Um cenário em transformação
Hoje, é comum observar a mobilidade ascendente de famílias cabo-verdianas que, aproveitando melhores condições económicas e programas públicos, começam a ocupar novos bairros periféricos e apartamentos anteriormente de famílias portuguesas da classe operária. O processo de integração é marcado por desafios mas, também, por conquistas culturais e sociais que consolidam a presença cabo-verdiana como parte integrante da Grande Lisboa.
Resumo: Os cabo-verdianos concentram-se, sobretudo, nos municípios de Amadora (especialmente Cova da Moura), Oeiras, Almada e Setúbal, assim como em bairros periféricos de Lisboa. Apesar dos desafios históricos e atuais na habitação e integração, a comunidade cabo-verdiana é hoje reconhecida pelo dinamismo social e cultural que imprime à vida dos arredores de Lisboa.
Cape Verde24
Fontes:
Wikipedia








































2 Responses
Como Cidadão CABO-VERDIANA ..GOSTARIA QUE VALORIZA A MÃO DE OBRA DOS CABO-VERDIANA QUE VÃO LA PROCURAR UMA VIDA MELHOR E ESTUAR,
MUITO EXPLORAÇÃO NAs HABITAÇÕES ..o custo das rendas é exuberante…
Bom dia e bem recebido.
Se tiveres experiências diretas para nos sugerir, podes enviá-las através deste e-mail. Ficaremos felizes em poder publicá-las.
info@caboverde24.com
Muito obrigado