“Um ano de avarias crónicas na estação Aeroporto força idosos e famílias da diáspora a subir escadarias sem alternativas, apesar do tráfego milionário e das queixas ignoradas”
Milhões de passageiros, incluindo milhares de cabo-verdianos, transitam todos os anos pela estação de metro Aeroporto em Lisboa, ponto vital de ligação entre o Aeroporto Humberto Delgado e o centro da cidade. Leitores do CaboVerde24.info, muitos idosos ou com mobilidade reduzida que viajam regularmente entre as ilhas e Portugal, denunciam avarias persistentes em escadas rolantes e elevadores. Há mais de um ano, o elevador – única via alternativa à primeira rampa de escadas após a chegada do comboio na linha vermelha – permanece fora de serviço, sem escada rolante ao lado, agravando o suplício para quem chega exausto de voos transatlânticos de Santiago, Sal, São Vicente e Boavista.
O testemunho do idoso
“Subo Sempre a Escada com Malas Pesadas”Um leitor sénior, frequente viajante da rota Cabo Verde-Lisboa, partilhou com o CaboVerde24.info: “Desde há mais de um ano, o elevador na estação Aeroporto está avariado. É a única forma de evitar a escadaria inicial, onde não há escada rolante. Chego de avião com bagagem e cansaço de 5 horas de voo, e tenho de subir arrastando tudo”. Este lamento ecoa queixas de outros utilizadores da diáspora, concentrada em bairros como Mouraria, que dependem do metro para regressar a casa após chegadas noturnas. Famílias com crianças e malas de conexões Ryanair ou TAP enfrentam o mesmo drama, num hub que processa 30 milhões de passageiros anuais
Infraestrutura negligenciada apesar das promessas oficiais
O Metropolitano de Lisboa anuncia investimentos em acessibilidade, com 95% das estações supostamente adaptadas, incluindo novas entradas por elevador noutras linhas. Contudo, a estação Aeroporto permanece um ponto negro: plataformas como Portal da Queixa e Livro de Reclamações acumulam centenas de reclamações sobre guasti crónicos em elevadores e escadas mecânicas, falta de manutenção e higiene deficiente. Em 2025, relatórios destacaram que avarias duram meses, como se os equipamentos “não existissem”, traindo o “direito à mobilidade” garantido pela lei portuguesa. Para um aeroporto turístico chave, ligado a rotas de baixo custo para Cabo Verde, esta negligência é um escândalo silencioso.
Impacto na diáspora Cabo-verdiana e no turismo português
A comunidade cabo-verdiana em Lisboa – estudantes, trabalhadores sazonais e famílias – usa o metro Aeroporto como lifeline essencial. Idosos com problemas articulares arriscam quedas; pais com carrinhos de bebé enfrentam humilhação pública em horários de pico. Enquanto o turismo dispara e Cabo Verde consolida laços com Portugal, estas falhas mancham a reputação da cidade: passageiros de voos easyJet ou TAP, exaustos após controlos de passaportes caóticos no aeroporto, encontram mais obstáculos no metro. Autoridades como a Autoridade de Mobilidade e Transportes tardam em intervir, ignorando o volume de queixas.
Soluções urgentes e chamada à ação
Para combater esta realidade, leitores apelam a registar queixas formais no Livro de Reclamações (livroreclamacoes.pt) ou no site do Metropolitano (metrolisboa.pt/reclamacoes), especificando a rampa inicial da estação Aeroporto. Alternativas incluem táxis adaptados via Uber Access, shuttles ANA Airports ou autocarros 1 da Carris. O CaboVerde24.info propõe uma petição coletiva da diáspora para instalação urgente de elevador dedicado e escada rolante na primeira rampa, com fiscalização da TML Mobilidade. Lisboa, porta de entrada para milhões, não pode abandonar os seus visitantes mais vulneráveis.
Cape Verde 24.info
Fontes: Leitores de Caboverde24.info e livro das queixas







































