Fim da quarentena: o cruzeiro que gerou alerta mundial a caminho de Cabo Verde pode voltar a navegar

​“O MV Hondius, que provocou um alerta sanitário mundial após três mortes por hantavírus, foi autorizado a retomar a navegação depois de limpeza e desinfeção completas — mas a história tem uma ligação direta com Cabo Verde”

O que aconteceu

​O cruzeiro MV Hondius, que desencadeou um alerta de saúde pública a nível global após um surto mortal de hantavírus a bordo, foi oficialmente autorizado a voltar ao mar pelas autoridades sanitárias holandesas. A autorização foi emitida após uma inspeção final realizada na sexta-feira, 29 de maio de 2026.

​“Do ponto de vista da saúde pública, não existem mais quaisquer obstáculos ao regresso do Hondius ao mar”, declarou a agência de saúde pública do porto de Roterdão, acrescentando que os especialistas em controlo de infeções determinaram que o navio foi limpo de forma eficaz e que a desinfeção foi realizada em conformidade com as diretrizes estabelecidas.

​A ligação a Cabo Verde

​O que torna esta notícia particularmente relevante para o arquipélago é o facto de o MV Hondius estar a navegar de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, quando o surto de hantavírus foi detetado a bordo. A viagem foi interrompida tragicamente: três passageiros morreram e outros abandonaram o navio na ilha de Santa Helena antes de o alerta ser ativado.

​A maioria dos passageiros foi desembarcada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e repatriada para os respetivos países de origem. O navio de bandeira holandesa chegou a Roterdão, o maior porto da Europa, a 18 de maio de 2026, onde a restante tripulação ficou em quarentena.

O hantavírus é um vírus raro transmitido por roedores, para o qual não existem vacinas nem treatments específicos. A Organização Mundial da Saúde registou até à data 13 casos confirmados ligados a este surto.

​O regresso ao mar

​A empresa proprietária do MV Hondius, a Oceanwide Expeditions, anunciou que o navio partiria de Roterdão assim que as inspeções estivessem concluídas, retomando o seu calendário de cruzeiros a partir de 13 de junho de 2026.

​Implicações para o turismo de cruzeiros em Cabo Verde

​Este episódio coloca em evidência a vulnerabilidade dos destinos turísticos insulares face a emergências sanitárias a bordo de navios de cruzeiro. Cabo Verde, que tem vindo a reforçar a sua atratividade enquanto destino de cruzeiros — com os portos do Mindelo, Praia e Sal entre os mais visitados — deverá acompanhar de perto os protocolos internacionais de resposta a surtos em embarcações.

​O caso do Hondius demonstra que a cadeia de impacto de um surto sanitário a bordo pode afetar diretamente os planos de escala e a reputação dos destinos que constam dos roteiros, mesmo quando o incidente ocorre a milhares de quilómetros de distância.

We recall that...

O MV Hondius era operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions e seguia em rota de expedição entre a Argentina e Cabo Verde quando três passageiros morreram em consequência de um surto de hantavírus a bordo. O navio foi desviado para Tenerife, onde a maioria dos passageiros desembarcou, e posteriormente seguiu para Roterdão, onde a tripulação cumpriu quarentena. A Organização Mundial da Saúde acompanhou o caso de perto, registando 13 casos confirmados. Após limpeza e desinfeção rigorosas, as autoridades sanitárias holandesas autorizaram o regresso do navio ao serviço ativo a partir de junho de 2026.

​Caboverde24.info

​Fonte e Foto: AFP / Autoridade de Saúde Pública do Porto de Roterdão

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