PJ detém duas mulheres por tráfico de droga na Praia, idosa de 66 anos fica em prisão preventiva

“Operação na Achada de Santo António apreendeu haxixe, canábis e cocaína prontas para venda; suspeita mais velha não poderá sair do país”

Como decorreu a operação

​A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na tarde de sexta-feira, 24 de julho de 2026, duas mulheres suspeitas de integrarem um esquema de tráfico de droga de alto risco na cidade da Praia.

​A operação decorreu no bairro da Achada de Santo António e resultou também na apreensão de dinheiro, telemóveis e artefactos em prata.

​A ação foi conduzida pela Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada (SCITECO), integrada na Direção Central de Investigação Criminal (DCIC).

​As buscas domiciliárias foram autorizadas por mandados emitidos pelo Juízo de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Comarca da Praia, a pedido do Ministério Público.

​As duas mulheres, de 29 e 66 anos, ambas de nacionalidade cabo-verdiana, foram apanhadas em flagrante delito.

O que foi apreendido

​Segundo a PJ, as buscas permitiram recolher drogas já divididas em doses individuais, prontas para venda no circuito ilícito, além de produtos usados para “cortar” e aumentar o volume da substância.

Duas situações jurídicas distintas

​As suspeitas foram presentes a primeiro interrogatório judicial. O tribunal aplicou medidas diferentes consoante o perfil de cada uma:

  • Suspeita de 66 anos: ficou em prisão preventiva, atualmente na Cadeia Central da Praia — a medida de coação mais gravosa prevista na lei.
  • Suspeita de 29 anos: foi sujeita a apresentações periódicas às autoridades e proibição de sair do país, permanecendo em liberdade até novos desenvolvimentos do processo.

​Ambas respondem, em coautoria, por um crime de tráfico de drogas de alto risco e por um crime de conversão e dissimulação de bens e valores — este último associado à eventual lavagem de proveitos obtidos com a venda de droga.

Nota editorial

A diferença entre as duas medidas de coação não significa, por si só, maior ou menor gravidade dos factos imputados a cada uma: cabe ao tribunal avaliar, entre outros fatores, risco de fuga, perigo de continuação da atividade criminosa e ligações da pessoa ao processo. O desfecho definitivo só será conhecido com a conclusão da instrução do processo.

Recordamos que

a operação foi realizada pela PJ na sexta-feira, 24 de julho, na Achada de Santo António, e resultou na detenção de duas mulheres suspeitas de tráfico de droga de alto risco e de dissimulação de bens. A suspeita de 66 anos ficou em prisão preventiva, enquanto a de 29 anos aguarda o processo em liberdade vigiada. A PJ apela à colaboração dos cidadãos através da linha gratuita e confidencial 134.

Caboverde24.info

Fonte: Polícia Judiciária de Cabo Verde (PJ)

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