Brincadeira num hotel de Boavista transforma-se numa indemnização de 2.200 contos

“Turista britânico recebe compensação após sofrer dano físico por funcionário durante férias em Cabo Verde”

Recordamos que, embora o turismo em Cabo Verde seja conhecido pela hospitalidade e “morabeza”, incidentes isolados envolvendo conduta inadequada de funcionários têm chegado aos tribunais internacionais. Este caso junta-se a uma série de queixas recentes contra a operadora TUI, que enfrenta escrutínio crescente sobre a segurança e o bem-estar dos seus clientes nos resorts “tudo incluído” do arquipélago.

​O que deveria ter sido um período de relaxamento na ilha da Boa Vista transformou-se num trauma físico e financeiro para o turista britânico Ryan Mendelson. O jovem de 33 anos, natural de Manchester, acaba de ser indemnizado em 18.000 libras (2.260 contos) após um incidente bizarro e violento ocorrido no Hotel RIU Touareg.

​O incidente: Uma “Brincadeira” que correu mal

​O caso remonta ao penúltimo dia de umas férias de duas semanas. Ryan encontrava-se na zona do bar da piscina, a conversar com outras hóspedes, quando foi subitamente atacado por trás por um membro da equipa de animação do hotel. Segundo o relato da vítima, o funcionário desferiu-lhe uma “joelhada” na parte posterior da perna, um gesto que o animador terá considerado uma interação “brincalhona”, mas que Ryan descreveu como uma agressão não provocada.

​”Senti o meu joelho estalar e rodar. Caí no chão como um saco de batatas”, explicou Ryan. O impacto foi de tal ordem que o turista teve de ser transportado de urgência para o hospital local, onde se confirmou a gravidade da lesão, que mais tarde exigiu uma intervenção cirúrgica no Reino Unido.

Cobranças abusivas e falta de apoio

​Para além da dor física, a família Mendelson denunciou o tratamento “vergonhoso” por parte da unidade hoteleira após o acidente. Apesar de a lesão ter sido causada por um funcionário do hotel, Ryan alega que:

  • ​Foi obrigado a pagar 860 euros (mais de 94 mil escudos) pela ambulância e cuidados médicos imediatos.
  • ​O hotel tentou cobrar uma noite extra de estadia quando a família teve de adiar o voo de regresso devido à incapacidade física de Ryan.
  • ​Teve de pagar dois assentos adicionais no voo de regresso para poder manter a perna esticada por recomendação médica.

​A mãe de Ryan teve de ameaçar contactar a imprensa internacional para que o hotel desistisse de cobrar a noite extra, dada a situação de fragilidade em que se encontravam.

A fonte da notícia

A decisão e a resposta da RIU

​Após uma batalha legal mediada pela firma Hudgell Solicitors, a TUI e a cadeia RIU aceitaram pagar a indemnização de 18.000 libras. Em comunicado, um porta-voz da RIU Hotels & Resorts lamentou o incidente, classificando-o como uma “tentativa equivocada de interação lúdica” que nunca teve a intenção de causar dano. A empresa assegurou que o caso foi investigado e que continua comprometida com a segurança dos seus hóspedes.

​Conclusão: Um alerta para o setor

​Este caso serve de alerta para a necessidade de formação rigorosa das equipas de animação e hotelaria em Cabo Verde. A “proximidade” excessiva e a falta de profissionalismo podem ter consequências graves, não só para os turistas, mas para a própria imagem do destino. Para os leitores de Cabo Verde, este desfecho sublinha a importância de manter padrões de conduta elevados, garantindo que a hospitalidade nunca seja confundida com falta de respeito ou segurança.

Cape Verde 24.info

Fonte: ​Manchester Evening News
Imagem realizada com IA

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One response

  1. Qualquer dia é com os macacos na Ilha do Sal. Quando começarem a morder as pessoas. Todos sabemos que o comportamento desses animais é imprevisível.
    Será que os macacos estão vacinados?
    E os cães que deambulam pelas praias, ruas ,espaços públicos etc,etc.
    Eu próprio já defendi por três vezes,ataques de cães. Duas vezes eram crianças.
    Não voltarei a fazer.
    Para mim podem morder todo o mundo.
    Quando começarem a pagar indemnizações, os turistas começarem a diminuir em Cabo Verde, aí vão começar a não misturar m-r-a com turismo.
    Já se esqueceram da Covid.

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