“O empate de maio passado foi anulado pela FIFA, que puniu a Malásia por utilizar jogadores naturalizados com documentação falsa”
A FIFA anunciou recentemente a anulação dos resultados de três jogos da seleção da Malásia, incluindo um amigável contra Cabo Verde. Em causa está a utilização de sete jogadores naturalizados que recorreram a documentos falsos para obter a cidadania. Além da derrota administrativa, a Federação da Malásia (FAM) foi multada em 350 mil francos suíços e enfrenta investigações criminais.
Dados pregressos: Relembramos que o encontro amigável entre Malásia e Cabo Verde, realizado a 29 de maio, terminou originalmente com um empate a 1-1. Na altura, o jogo serviu de preparação para os compromissos internacionais dos Tubarões Azuis, mas o resultado foi agora retificado pela FIFA para uma vitória de Cabo Verde por 3-0, devido à irregularidade dos atletas malaios.
O que parecia um simples empate amigável em maio passado transformou-se agora, por decisão da FIFA, numa vitória por 3-0 para Cabo Verde. A decisão surge no rasto de um dos maiores escândalos de falsificação de documentos no futebol asiático, envolvendo a naturalização de jogadores pela Federação de Futebol da Malásia (FAM).
A FIFA confirmou que a Malásia utilizou documentação forjada para permitir que sete jogadores naturalizados representassem o país. Como consequência imediata, o Comité Disciplinar da FIFA reverteu o resultado de três jogos onde estes atletas participaram, declarando a derrota da Malásia por falta de comparência (forfeit). Entre os jogos afetados está o empate de 1-1 contra os Tubarões Azuis, que passa agora a ser contabilizado como um triunfo cabo-verdiano.
Um escândalo que vai além das quatro linhas
A gravidade da situação na Malásia é sem precedentes. Além da derrota administrativa frente a Cabo Verde, Singapura e Palestina, a FIFA aplicou uma multa pesada de 350 mil francos suíços à federação malaia e suspendeu os sete jogadores envolvidos por 12 meses. O caso é tão sério que a FIFA notificou as autoridades de cinco países diferentes sobre potenciais processos criminais relacionados com a fraude documental.
Para Cabo Verde, embora se trate de um jogo particular, a correção do resultado é uma questão de justiça desportiva. No futebol internacional, a integridade dos registos e a elegibilidade dos jogadores são os pilares que garantem uma competição justa, mesmo em jogos de preparação.
O “erro técnico” que custou caro
A Federação da Malásia tentou justificar as irregularidades como um “erro técnico” e suspendeu o seu Secretário-Geral, mas a FIFA manteve-se implacável após rejeitar o recurso daquela federação. O caso tornou-se uma crise nacional na Malásia, com o próprio Primeiro-Ministro, Anwar Ibrahim, a prometer transparência total nas investigações internas.
Este episódio serve de alerta para o mundo do futebol sobre os perigos das naturalizações “expressas” sem o devido rigor documental. Enquanto a Malásia tenta agora salvar a sua reputação no Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), Cabo Verde vê o seu registo histórico de 2025 ser atualizado com uma vitória oficial que, embora tardia, repõe a verdade dos factos contra uma equipa que jogou fora das regras.
Lição de rigor para todos
Para os adeptos cabo-verdianos, este desfecho reforça a importância da vigilância administrativa. Num futebol globalizado, onde a diáspora é um ativo precioso, o caso Malásia vs. Cabo Verde demonstra que a FIFA está mais atenta do que nunca à autenticidade da ascendência e dos passaportes dos jogadores.
Cape Verde 24.info
Fonte: “A informação foi avançada pela Associação de Futebol da Malásia (FAM) após receber a notificação oficial do Comité Disciplinar da FIFA sobre a anulação dos resultados.”
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