“O portal The Athletic classificou o equipamento dos Tubarões Azuis em 10.º lugar no ranking global das 48 seleções participantes, destacando o conceito das rotas aéreas entre as ilhas.”
Um reconhecimento que vai além do campo
Antes de uma bola ser chutada no Mundial de 2026, Cabo Verde já conquistou um lugar de destaque — mas desta vez fora do relvado. Num ranking elaborado pelo portal desportivo The Athletic, que avaliou as camisolas das 48 seleções participantes, a camisola de Cabo Verde foi classificada em 10.º lugar a nível mundial.
Uma distinção que poucos esperariam de uma seleção estreante, e que coloca os Tubarões Azuis acima de potências históricas do futebol em matéria de design.
O padrão que conta uma história
O segredo do reconhecimento está no conceito gráfico. Os analistas de equipamentos do The Athletic destacaram que o padrão triangular da camisola foi inspirado nas rotas de voo que ligam as dez ilhas do arquipélago — um conceito que descreveram como original, culturalmente significativo e visualmente eficaz.
A camisola principal apresenta uma base azul-escura com acabamentos vermelhos, sendo o padrão geométrico triangular o elemento distintivo, que replica de forma inteligente as ligações aéreas entre as ilhas do país. A camisola alternativa segue a mesma estrutura, em branco com azul e vermelho, mantendo o padrão das rotas de voo do arquipélago.
O fabricante: uma marca americana em estreia no Mundial
Os equipamentos são assinados pela Capelli Sport, que também vive a sua primeira experiência num Mundial. Uma parceria que, em si mesma, representa uma novidade: uma marca menos conhecida do grande público europeu mas em expansão no futebol africano, para quem a parceria com Cabo Verde representa o seu projeto de maior visibilidade no futebol internacional.
O conceito criativo adotado pela Capelli Sport para a coleção é “Conectados pelo Ritmo”, com a proposta de representar a ligação entre o país e a sua diáspora através de elementos culturais como a música e a identidade.
O topo da classificação pertence ao Gana, cuja camisola foi descrita como uma obra-prima inspirada no artesanato kente, colocando os Black Stars acima de nações com muito maior tradição no futebol mundial.
Uma estreia histórica com identidade própria
O reconhecimento do design chega num momento de enorme simbolismo para o país. Cabo Verde qualificou-se pela primeira vez para um Mundial ao vencer o Suazilândia por 3-0 na última jornada do grupo, terminando com 23 pontos, quatro à frente de Camarões.
Com pouco mais de meio milhão de habitantes, tornou-se o segundo país mais pequeno em termos populacionais a qualificar-se para o torneio, atrás apenas da Islândia.
Que a estreia seja acompanhada por uma camisola reconhecida entre as mais belas das 48 presentes é mais do que um detalhe estético — é uma afirmação de identidade.
We recall that...
Cabo Verde disputa o seu primeiro Mundial de futebol em junho e julho de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá, integrado no Grupo F com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. O destaque internacional dado ao equipamento oficial da Capelli Sport pelo portal The Athletic, situando-o na 10.ª posição mundial devido à representação geométrica das ligações aéreas insulares, sublinha o impacto da identidade cultural do arquipélago neste início de junho de 2026.
Caboverde24.info
Fonte: The Athletic































