Who are they, and what and how much are they risking for the fire at the Swiss nightclub that killed 47 people?

“Dono do “Le Constellation” tem passado marcado por lenocínio e burla: a justiça suíça aperta o cerco”

Na madrugada de 1 de janeiro de 2026, o bar “Le Constellation”, em Crans-Montana, foi palco de uma das maiores tragédias da Europa, com 47 mortos (incluindo muitos menores) e 119 feridos. O incêndio terá sido causado por “velas vulcão” em garrafas de champanhe que atingiram o teto fonoabsorvente. Recordamos que os proprietários são o casal francês Jacques Moretti e Jessica Maric, que geriam o local desde 2015. O que parecia uma fatalidade revela agora contornos de negligência criminosa agravada por um passado obscuro.

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A tragédia de Crans-Montana deixou de ser apenas um acidente de percurso para se tornar um caso de polícia com raízes profundas no submundo do crime. À medida que a Procuradora-Geral do Valais, Beatrice Pilloud, avança com o inquérito, a figura de Jacques Moretti surge não como um empresário azarado, mas como alguém com um histórico criminal alarmante.

​O passado criminal: De “cafetão” a empresário da noite

​Investigações da imprensa francesa (como o Le Parisien) e suíça revelaram que Jacques Moretti não é um desconhecido do sistema judicial. Antes de se estabelecer nos Alpes, Moretti acumulou antecedentes graves:

  • Lenocínio (Exploração da Prostituição): Moretti já tinha sido condenado por crimes ligados ao favorecimento da prostituição, o que na gíria policial o rotulava como “cafetão”.
  • Burla e Fraude: O seu historial inclui crimes financeiros, o que levanta suspeitas sobre como o “Le Constellation” foi financiado e se as normas de segurança foram ignoradas para maximizar lucros ilícitos.

​O que arriscam a nível penal?

​Embora Jessica Maric também seja investigada (ela estava presente e sofreu queimaduras), o peso maior cai sobre Jacques. Eles enfrentam:

  • Homicídio por Negligência Grosseira: Com 47 mortos, a acusação pode ser elevada para um patamar onde a prisão efetiva é inevitável. O facto de ser reincidente em crimes (mesmo que de outra natureza) impede qualquer suspensão da pena.
  • Dolo Eventual: A procuradoria estuda se os donos “assumiram o risco” ao permitir chamas num local com teto altamente inflamável e saídas de emergência que, segundo testemunhas, eram difíceis de encontrar.

​Quanto arriscam financeiramente?

​O “quanto” é, neste caso, a ruína absoluta:

  1. Indemnizações Civis: Com quase meia centena de mortos, as famílias (muitas italianas e suíças) pedem valores que ultrapassam os 100 milhões de francos.
  2. Nulidade do Seguro: As seguradoras não cobrem sinistros onde há “culpa grave” ou ocultação de antecedentes que alterem o risco do negócio. Se o seguro saltar fora, Jacques e Jessica respondem com os seus bens pessoais e todas as suas contas serão arrestadas.

​Uma tragédia anunciada?

​A revelação de que um ex-cafetão e burlão geria um dos bares mais populares de Crans-Montana levanta questões críticas sobre a fiscalização na Suíça. Para os leitores de Cabo Verde, esta história é um lembrete de que, por trás do luxo das luzes da noite, podem esconder-se gestores sem escrúpulos. A justiça do Valais promete agora que este será o último “esquema” de Moretti.

Cape Verde 24.info 

Fonte e foto: RSI (Radiotelevisione Svizzera)

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