Dry fog strands passengers in São Vicente: The Easyjet flight to Lisbon stalemate

“Mais de uma centena de pessoas enfrentam dificuldades em encontrar alojamento em plena época de Carnaval, após sucessivos adiamentos”

​O Aeroporto Internacional Cesária Évora, na ilha de São Vicente, tem sido palco de momentos de grande frustração para mais de uma centena de passageiros que tentam regressar a Lisboa. O que deveria ter sido um voo de rotina na passada terça-feira transformou-se num impasse que já dura há vários dias, exacerbado pelas condições meteorológicas adversas e falhas logísticas.

​O fenómeno da bruma seca, caracterizado por poeiras vindas da África Ocidental, reduziu drasticamente a visibilidade, impedindo inicialmente a aterragem da aeronave da companhia Easyjet. Embora outros voos internacionais tenham conseguido operar, o avião da transportadora foi desviado para o Sal após tentativas frustradas de aterragem em São Vicente.

​A situação agravou-se na quarta-feira quando, após uma aterragem bem-sucedida que chegou a ser aplaudida pelos passageiros, a tripulação informou ter atingido o limite legal de horas de serviço. Este fator operacional impediu a descolagem imediata para Portugal, prolongando o tempo de espera de famílias inteiras, algumas com crianças e pessoas de saúde frágil.

​Os relatos dos passageiros apontam para uma gestão logística complexa. Devido às celebrações do Carnaval em São Vicente, uma das épocas de maior ocupação hoteleira na ilha, encontrar alojamento tornou-se quase impossível. Há relatos de passageiros que foram obrigados a pernoitar na rua por falta de vagas em hotéis, uma situação que gera críticas à assistência prestada.

​O escritório consular em São Vicente está a acompanhar o caso, enquanto os meteorologistas preveem que a bruma seca continue a limitar a visibilidade até ao final da semana. Para muitos, o impacto financeiro é elevado, com a perda de voos de ligação em Lisboa e compromissos profissionais adiados.

​Va recordado que a bruma seca é um fenómeno meteorológico recorrente em Cabo Verde no início do ano, resultando da suspensão de poeiras do Saara, o que condiciona regularmente as operações aéreas e exige planos de contingência mais robustos por parte das operadoras.

​caboverde24.info 

​Fonte: Agência Lusa

​Nota Editorial: As informações apresentadas baseiam-se em relatos de passageiros e fontes diplomáticas recolhidos pela Agência Lusa, não representando a opinião oficial das autoridades aeroportuárias de Cabo Verde.

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