Vinho do Fogo: Preço sobe mais de 40% e surpreende consumidores

​“Aumento repentino coloca garrafa de 750ml nos 1.600 escudos e gera descontentamento”

O emblemático Vinho do Fogo, especificamente a marca Chã, está a registar uma subida de preço que apanhou os consumidores de surpresa nas últimas semanas. Segundo relatos de clientes e verificações em diversas superfícies comerciais, o produto passou de um preço médio de 1.100 escudos para valores que oscilam entre os 1.500 e os 1.650 escudos. Este agravamento representa um aumento superior a 40%, um salto considerável para um dos produtos nacionais mais apreciados em Cabo Verde.

​A situação tem gerado críticas, especialmente entre aqueles que consideram o aumento “exagerado” num curto espaço de tempo, dificultando o acesso a um produto que é símbolo da identidade da Ilha do Fogo.

Causas: Pressão do mercado e fatores naturais

​Analistas do setor apontam para uma combinação de fatores que podem justificar esta inflação. Por um lado, verifica-se uma demanda em forte crescimento, impulsionada pelo dinamismo do setor turístico e pela crescente procura de produtos autênticos e de origem vulcânica.

​Por outro lado, fontes ligadas à produção indicam que a última época não foi favorável à vinificação. Condições climatéricas adversas podem ter reduzido a quantidade de uva colhida em Chã das Caldeiras, resultando num stock limitado. Perante uma procura alta e uma oferta reduzida, o mercado ajustou os preços em alta, refletindo a escassez do produto nas prateleiras.

​Quem é a Cooperativa de Viticultores de Chã das Caldeiras?

​A Cooperativa é a organização que reúne os produtores de uva das faldas do vulcão do Fogo. Responsável pela marca “Chã”, a entidade é o motor económico daquela localidade, transformando a agricultura heroica em solo vulcânico num vinho de renome internacional. Após a reconstrução da sua adega, a cooperativa tem focado na qualidade, embora enfrente desafios constantes relacionados com o clima e a logística de distribuição.

​Nota Editorial

​Este aumento acentuado coloca o Vinho do Fogo num patamar de preço “premium”, o que pode levar os consumidores a procurar alternativas mais económicas, afetando potencialmente a presença da marca nas mesas das famílias cabo-verdianas.

​Caboverde24.info

​Fonte: Denúncias de consumidores e levantamento de mercado

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One response

  1. Cha foi subestimado. Vinhos vulcânicos e minerais semelhantes na Itália e na Argentina recebem mais de 40 euros. O Chã é muito barato pela sua qualidade e em breve será exportado. Mas, como cooperativa, o preço de venda extra também permite pagar mais aos produtores de uva – por isso coloca dinheiro nas famílias que cuidam do solo

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