“O arquipélago ultrapassa Maurícias e posiciona-se entre as nações mais desenvolvidas do continente num índice que mede muito mais do que a riqueza económica”
Prosperidade vai além do dinheiro
Ser rico não é o mesmo que ser próspero. É esta a premissa central do Índice de Prosperidade 2026 do Atlantic Council, uma das instituições de análise política mais respeitadas do mundo, com sede em Washington. O índice classifica 164 países com base em seis indicadores combinados em partes iguais: rendimento, saúde, igualdade, qualidade ambiental, bem-estar das minorias e educação.
O resultado é uma medida mais completa do desenvolvimento humano — não apenas da riqueza gerada, mas de como ela é partilhada e traduzida em qualidade de vida real para as populações.
Cabo Verde em segundo lugar em África
No continente africano, Cabo Verde ocupa a segunda posição, com uma pontuação de 76,1 e o lugar 42.º a nível global — à frente de países como Maurícias, África do Sul e Botsuana, e atrás apenas das Seicheles.
É um resultado que reflete décadas de investimento consistente em democracia, educação, saúde e estabilidade institucional. O arquipélago construiu uma economia resiliente assente no turismo, nos serviços e nas remessas da diáspora, apesar da ausência de recursos naturais significativos.
Os dez países mais prósperos de África em 2026
O que distingue Cabo Verde
O desempenho do arquipélago neste índice não é surpreendente para quem acompanha a sua trajetória. O Atlantic Council já em edições anteriores identificava Cabo Verde e as Seicheles como as únicas exceções na África subsaariana na categoria “totalmente livre” — uma distinção que o arquipélago partilha, a nível global, com países como Costa Rica, Chile, Uruguai e Barbados nas suas respetivas regiões.
São exatamente estes indicadores — liberdade política, independência judicial, estabilidade institucional e direitos civis — que pesam de forma determinante no índice do Atlantic Council, explicando como Cabo Verde supera economias muito maiores e com PIB per capita mais elevado.
A Europa domina, mas África tem as suas referências
A nível mundial, a Europa domina o ranking, ocupando 30 das 40 primeiras posições. A Noruega, a Islândia, a Dinamarca e a Suécia estão todas entre os cinco primeiros do mundo.
Em África, o índice revela uma realidade distinta: são as pequenas economias insulares — com instituições mais sólidas e menor desigualdade — que lideram o continente. Cabo Verde é o exemplo mais expressivo desta tendência na África Ocidental.
Uma posição a consolidar
O segundo lugar africano coloca Cabo Verde numa posição de referência continental, mas também de responsabilidade. Os desafios continuam: dependência do turismo, pressão da dívida pública e necessidade de diversificação económica. A prosperidade medida pelo Atlantic Council é um ponto de partida — não um destino.
We recall that...
O Atlantic Council publica anualmente o seu Índice de Liberdade e Prosperidade, que avalia 164 países com base em indicadores de rendimento, saúde, igualdade, ambiente, minorias e educação. Em 2026, Cabo Verde ocupa o 42.º lugar a nível global e o 2.º em África, consolidando o estatuto de referência democrática e de desenvolvimento humano na região.
Caboverde24.info
Fonte: Atlantic Council Freedom and Prosperity Index 2026, via Business Insider Africa































