“Fui à procura de aventura e acabei por ficar presa aos mesmos padrões que tentava deixar para trás”
De Amesterdão para Cabo Verde
Em janeiro de 2025, a neerlandesa Carmen Esselink deixou Amesterdão com um bilhete só de ida e um objetivo simples: construir uma vida nómada longe do percurso tradicional de carreira, casa própria e casamento que via os amigos a seguir. O primeiro destino da viagem foi Cabo Verde. Um ano e meio depois, ainda lá está.
Esselink partiu depois de uma sequência de desilusões pessoais — uma relação falhada, uma carreira estagnada, uma colega de casa que se mudou. Em vez de seguir o “guião” que via à sua volta, decidiu o oposto: largou o emprego, desfez-se de grande parte dos pertences e partiu à procura de liberdade. Cabo Verde deveria ser apenas a primeira paragem de uma viagem sem destino fixo. Acabou por se tornar o ponto onde a viagem parou.
Quatro relações, o mesmo padrão
Ao longo de cerca de 18 meses no arquipélago, a autora namorou com quatro pessoas diferentes. Mudou de país, de rotina e de contexto cultural, mas reparou que continuava a ser atraída pelo mesmo tipo de parceiro emocionalmente indisponível que conhecia de casa — “apenas com passaportes diferentes”, como escreve.
Um dos episódios que relata com mais detalhe é uma relação informal que terminou quando o parceiro se mudou para outra ilha por motivos de trabalho; semanas depois, Esselink soube que ele já tinha outra relação.
Quem é Carmen Esselink?
Carmen Esselink é uma autora neerlandesa que partilha a sua experiência de vida nómada através de ensaios pessoais publicados em meios internacionais como a Business Insider.
O seu percurso em Cabo Verde insere-se numa tendência mais ampla de nómadas digitais e viajantes internacionais que escolhem o arquipélago como base temporária ou permanente para reinvenção pessoal e profissional.
Construir uma vida ou fugir de uma?
O relato termina numa reflexão mais introspetiva do que geográfica: Esselink questiona se, ao fugir do “guião” tradicional, não estava também a adiar o confronto com o medo do compromisso.
Descreve o conceito de “self-handicapping” — criar obstáculos externos que servem de desculpa quando as coisas não resultam — e admite estar hoje numa nova relação, tentando romper o padrão em vez de o repetir.
Nota editorial
Este artigo baseia-se num relato pessoal em primeira pessoa publicado por um meio internacional. Os detalhes sobre relações e vida privada da autora refletem apenas a sua perspetiva individual e não representam uma investigação jornalística sobre terceiros.
Recordamos que…
a autora neerlandesa Carmen Esselink deixou Amesterdão em janeiro de 2025 rumo a Cabo Verde para iniciar uma vida nómada, e que, apesar da mudança radical de cenário, continua a navegar os mesmos padrões afetivos que procurava deixar para trás.
Caboverde24.info
Fonte e foto: Business Insider (Carmen Esselink)





























