Cabo Verde define plano para reforçar equipas médicas de resposta a catástrofes e epidemias

Em 30 segundos

​🏥 Cabo Verde definiu uma folha de rota e um plano de ação para reforçar a preparação das Equipas Médicas de Emergência.

​🚑 O objetivo é melhorar a capacidade de resposta rápida a catástrofes, epidemias e outras emergências de saúde pública.

​🌍 A iniciativa envolve igualmente Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

​📋 Os países avaliaram as capacidades instaladas, identificaram lacunas e estabeleceram prioridades conjuntas.

​🤝 O processo conta com o apoio técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um plano para responder mais rapidamente

​Cabo Verde deu mais um passo na preparação das suas equipas médicas para responder a situações de crise severa.

​O país desenvolveu uma folha de rota nacional destinada a consolidar a capacidade operacional das Equipas Médicas de Emergência (EMT, na sigla em inglês), estruturas preparadas para serem acionadas quando um evento extremo exige uma mobilização extraordinária dos serviços de saúde.

​O trabalho foi realizado em conjunto com Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, no quadro do primeiro seminário regional dedicado especificamente ao desenvolvimento destas equipas nos países africanos de língua oficial portuguesa.

​Capacidades e lacunas foram avaliadas

​Durante o encontro, cada delegação nacional fez um diagnóstico pormenorizado das suas estruturas de intervenção rápida.

​Segundo a Organização Mundial da Saúde, os países participantes:

  • ​Avaliaram os recursos humanos e logísticos atualmente disponíveis;
  • ​Mapearam as principais lacunas operacionais em caso de choque repentino;
  • ​Fixaram planos de ação calendarizados para estruturar os respetivos sistemas nacionais de emergência médica.

​A meta central passa por elevar a prontidão, a eficácia na triagem e a qualidade assistencial no momento em que ocorrem incidentes de grandes proporções.

​De catástrofes a epidemias

​Estas unidades médicas especializadas destinam-se a atuar perante diferentes tipologias de risco e emergência.

​Entre os principais cenários operacionais contam-se desastres naturais, eventos traumáticos com vítimas em massa e surtos epidemiológicos de rápida propagação.

​A iniciativa visa alinhar os protocolos nacionais com as diretrizes e padrões internacionais da OMS, o que facilita não só a coordenação interna entre ministérios e proteção civil, mas também uma cooperação transfronteiriça mais ágil entre os países da região em situações de catástrofe.

​Cabo Verde já trabalhava neste caminho

​A estruturação destas equipas especializadas dá continuidade a um processo técnico que o Ministério da Saúde já vinha implementando no arquipélago, focado na formação contínua de quadros e na capacitação para medicina de catástrofe.

​O avanço atual reside na formalização de uma estratégia plurianual estruturada, estabelecida após uma avaliação técnica das fragilidades e dos pontos fortes do sistema.

​A etapa seguinte consistirá na execução prática dos planos de treino, na dotação de equipamentos de suporte e na validação dos mecanismos de mobilização célere em todo o território cabo-verdiano.

​Caboverde24.info

​Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) – Escritório Regional para África

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