Cabo Verde começa a colocar próteses da anca e prepara próximo passo: próteses do joelho

​Em 30 segundos

​🦴 Cabo Verde já dispõe de próteses parciais da anca para determinados casos de fratura.

​🏥 Nas próximas semanas deverão chegar próteses totais da anca, destinadas a pacientes com desgaste da articulação.

​🦵 O Ministério da Saúde prevê depois alargar estas intervenções às próteses do joelho.

​🇨🇻 O objetivo é aumentar gradualmente a capacidade para tratar estes pacientes dentro do país.

​Próteses parciais já estão disponíveis

​Cabo Verde está a reforçar a capacidade para realizar cirurgias ortopédicas com colocação de próteses da anca, começando pelos casos de fratura que necessitam de substituição parcial da articulação.

​A informação foi avançada esta quinta-feira, 17 de setembro, pelo ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, durante as comemorações do aniversário do Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia.

​Segundo o governante, o país já dispõe de próteses parciais da anca, permitindo responder a determinados pacientes que sofrem fraturas e têm indicação para este tipo de intervenção.

​Próteses totais chegam numa segunda fase

​O próximo passo deverá acontecer dentro de poucas semanas.

​Cabo Verde prevê receber próteses totais da anca, destinadas sobretudo a pacientes com desgaste da articulação e para os quais a substituição completa se torna necessária.

​São situações diferentes. A prótese parcial substitui apenas parte da articulação e pode ser indicada em determinados tipos de fratura. A prótese total substitui os componentes da articulação afetados e é utilizada, entre outras situações, quando existe desgaste significativo.

​A chegada deste segundo tipo de prótese deverá, portanto, ampliar o número de situações ortopédicas que podem ser tratadas no país.

​Depois da anca, o joelho

​O programa não deverá terminar na articulação da anca.

​De acordo com o ministro da Saúde, a intenção é avançar posteriormente para as próteses do joelho, outro procedimento importante para pacientes com problemas articulares que podem limitar fortemente a mobilidade e a qualidade de vida.

​A estratégia aponta, assim, para uma introdução gradual de procedimentos ortopédicos mais diferenciados, acompanhando a capacidade técnica e hospitalar disponível.

​Tratar mais pacientes dentro do país

​O avanço tem particular importância num sistema de saúde em que determinados tratamentos especializados ainda podem exigir evacuação médica para o exterior.

​A realização destas cirurgias em Cabo Verde poderá permitir que uma parte dos pacientes seja tratada no próprio país. Ainda é cedo, contudo, para determinar quantos doentes poderão beneficiar ou qual será o impacto concreto sobre as evacuações médicas.

​Esse resultado dependerá não apenas da disponibilidade das próteses, mas também das equipas especializadas, capacidade dos blocos operatórios, acompanhamento pós-cirúrgico e reabilitação.

​A chegada das próteses totais da anca e o posterior avanço para o joelho serão, por isso, os próximos passos a acompanhar para perceber a dimensão que esta nova capacidade poderá alcançar no Serviço Nacional de Saúde.

​Caboverde24.info

​Fonte: Ministério da Saúde — declarações do ministro Lúcio Fernandes

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