Sete dos oito finalistas recusam jogar: Campeonatos Nacionais de Andebol ficam sem desfecho claro

Em 30 segundos

🤾 Sete dos oito clubes apurados para as fases decisivas dos campeonatos nacionais masculino e feminino recusam participar nas condições apresentadas pela Federação Cabo-Verdiana de Andebol.

📅 A primeira fase foi disputada entre 3 e 5 de setembro, mas a conclusão das provas sofreu sucessivos adiamentos e mudanças de datas e locais.

🏨 A Federação afirma ter garantido transporte, alojamento e alimentação e propõe agora a final feminina para 10 e 11 de outubro, em São Vicente, e a masculina para 17 e 18, na Praia.

⚠️ Os clubes querem que as associações regionais avaliem também a continuidade da atual direção da Federação, enquanto permanece por esclarecer o que acontecerá às provas se a recusa se mantiver.

Duas provas que começaram em setembro e ainda procuram um final

Os Campeonatos Nacionais de Andebol de 2026 chegaram a uma situação pouco habitual: sete dos oito clubes classificados para as fases decisivas anunciaram que não pretendem disputar as competições nas condições atualmente apresentadas pela Federação Cabo-Verdiana de Andebol.

Cada “final four” reúne quatro equipas. No masculino, subscrevem a posição a Organização Desportiva Ribeira Funda, ASA Star, Atlético Clube do Mindelo e Grupo Desportivo e Cultural da Praia. No feminino, estão o Grémio Desportivo Amarante, Clube Desportivo ABC e Associação Escola de Futebol Djack Sora.

Na prática, a contestação abrange quase todas as equipas que deveriam disputar as fases finais.

Da primeira fase às sucessivas mudanças

A fase de grupos dos campeonatos masculino e feminino realizou-se entre 3 e 5 de setembro, na Praia e em São Vicente, ficando então definidos os clubes que avançariam para a etapa seguinte.

A continuação das provas acabou, porém, por sofrer sucessivos atrasos.

Segundo a Federação, os atrasos estiveram relacionados sobretudo com dificuldades nas ligações aéreas interilhas e com a situação registada na ilha do Fogo.

Para os clubes contestatários, o problema ultrapassa uma simples mudança de calendário. No comunicado conjunto, apontam sucessivas mudanças de datas e locais, falta de comunicação e ausência de uma auscultação efetiva dos participantes.

Federação responde: condições estavam garantidas

A presidente da Federação Cabo-Verdiana de Andebol, Ângela Almeida, rejeita as críticas e afirma que a entidade criou as condições necessárias para concluir as competições.

Em declarações à Inforpress, garantiu que a Federação assegurou transporte, alojamento e alimentação sem custos para as equipas e sustenta que as mudanças foram comunicadas às associações e aos clubes.

A dirigente confirmou igualmente uma nova proposta de calendário: 10 e 11 de outubro para a competição feminina, em São Vicente, e 17 e 18 de outubro para a masculina, na Praia.

A Federação aguarda agora a confirmação dos clubes.

Ângela Almeida afirma ainda que as competições são organizadas com base em regulamentos previamente definidos e enviados aos clubes e associações, apelando ao diálogo para evitar que o conflito prejudique a modalidade.

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A contestação passa da competição para a Federação

A posição dos sete clubes vai além da realização das fases finais.

Os signatários anunciaram que vão pedir às respetivas associações regionais que avaliem a continuidade da atual direção federativa, incluindo uma eventual destituição através dos mecanismos previstos nos estatutos.

Os clubes alertam igualmente que a atual situação poderá comprometer o normal arranque da época 2026/27.

A Federação, por seu lado, diz respeitar a posição dos clubes e insiste na necessidade de diálogo.

E se sete clubes não aparecerem?

Esta é agora a principal questão ainda sem resposta pública.

A Federação diz que existem regulamentos previamente enviados aos participantes, mas não foi possível confirmar publicamente, até ao momento, quais as consequências específicas previstas para uma eventual não comparência coletiva nesta fase das competições.

Também permanece por esclarecer se as provas poderão prosseguir nestas circunstâncias, como seriam tratados os jogos não realizados e de que forma seriam determinados os campeões caso a recusa dos clubes se mantenha.

São questões relevantes porque o problema deixou de ser apenas a marcação de novas datas. A poucos dias da primeira das datas propostas pela Federação, permanece por saber quem estará efetivamente disponível para entrar em campo.

Cape Verde 24.info

Fonte: Inforpress; Mindel Insite.

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