“Segunda edição do Fórum de Investimento da África Lusófona deverá realizar-se em outubro, na ilha do Sal. TradeInvest e Banco Mundial discutem também assistência técnica, inteligência de mercado e um acompanhamento mais próximo dos investidores.”
Em 30 segundos
🌍 Cabo Verde volta a receber o Fórum de Investimento da África Lusófona, depois da primeira edição realizada no Sal em março de 2025.
📅 A segunda edição está prevista para outubro, novamente na ilha do Sal.
🤝 Cabo Verde TradeInvest e Grupo Banco Mundial discutiram formas de reforçar a cooperação na promoção do investimento privado.
🔎 Entre as áreas identificadas está o aftercare — acompanhamento dos investidores depois da instalação no país.
📊 Inteligência de mercado, assistência técnica e troca de boas práticas com outras agências de investimento também estão em análise.
Atrair um investidor é apenas o primeiro passo. Conseguir que permaneça, ultrapasse dificuldades, expanda a atividade e eventualmente volte a investir pode ser igualmente importante.
É precisamente esta segunda parte do processo que ganhou destaque num encontro entre a nova presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde TradeInvest, Joselina de Carvalho, a sua equipa e a representante residente do Grupo Banco Mundial em Cabo Verde, Indira Campos.
As informações sobre o encontro e as áreas de colaboração discutidas foram divulgadas pela Cabo Verde TradeInvest na sua página oficial no Facebook.
Cabo Verde volta a reunir investidores lusófonos
Um dos principais assuntos abordados foi a preparação da segunda edição do Fórum de Investimento da África Lusófona, que deverá realizar-se em outubro, na ilha do Sal, segundo informação divulgada pelo Governo.
Será o regresso a Cabo Verde de uma iniciativa que teve a primeira edição nos dias 13 e 14 de março de 2025, também no Sal.
Organizado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), instituição do Grupo Banco Mundial dedicada ao setor privado, o primeiro encontro reuniu representantes empresariais, instituições financeiras, governos e organismos de apoio ao investimento dos países africanos de língua portuguesa.
Participaram mais de 300 pessoas, segundo informação divulgada na altura pelo Fundo Soberano de Garantia de Investimento Privado.
O objetivo da nova edição será novamente aproximar investidores e oportunidades existentes nas economias africanas lusófonas e estimular parcerias e novos negócios.
Não basta trazer o investimento
Mas há outro ponto discutido na reunião que poderá ter efeitos menos visíveis e, eventualmente, mais duradouros.
A Cabo Verde TradeInvest e o Banco Mundial analisaram possibilidades de colaboração para reforçar a capacidade técnica da agência cabo-verdiana, incluindo assistência especializada.
Uma das áreas identificadas é o chamado aftercare.
Na prática, significa acompanhar uma empresa depois de esta ter realizado o investimento: identificar obstáculos, facilitar a relação com instituições, perceber dificuldades encontradas no terreno e criar condições para que o investidor permaneça ou amplie a sua atividade.
Não é uma preocupação nova. O próprio Banco Mundial já tinha recomendado anteriormente a modernização da agência de promoção de investimentos de Cabo Verde, incluindo o desenvolvimento dos serviços de aftercare e de um quadro mais abrangente de acompanhamento dos investidores.
Mais informação antes de procurar investidores
Outro eixo em discussão é o reforço da inteligência de mercado.
Trata-se de melhorar a capacidade de identificar setores, empresas, mercados e tendências com maior potencial para Cabo Verde, permitindo uma promoção do investimento mais direcionada em vez de uma procura generalizada de capital.
A troca de conhecimentos e a partilha de boas práticas com agências internacionais de referência estão igualmente entre as possibilidades analisadas.
Por enquanto, estas vertentes devem ser entendidas como áreas de colaboração identificadas e em discussão, e não como novos programas já implementados.
O encontro ganha relevância precisamente quando Cabo Verde se prepara para voltar a receber investidores e instituições financeiras internacionais no Sal.
O desafio será transformar a visibilidade proporcionada por encontros internacionais em projetos concretos — e garantir que, depois de chegarem ao arquipélago, os investidores encontrem condições para permanecer, crescer e voltar a investir.
Caboverde24.info
Fonte: Cabo Verde TradeInvest (página oficial no Facebook); Grupo Banco Mundial; Governo de Cabo Verde; International Finance Corporation (IFC); Fundo Soberano de Garantia de Investimento Privado



























