Cabo Verde traça plano para criar equipa médica de resposta a catástrofes e epidemias

Em 30 segundos

​🚑 Cabo Verde elaborou um roteiro nacional para reforçar a capacidade de resposta médica a grandes emergências.

​⏱️ O plano estabelece responsabilidades e ações prioritárias para os próximos 12 a 24 meses.

​🌍 O trabalho foi desenvolvido com a Organização Mundial da Saúde e outros quatro países africanos de língua portuguesa.

​🎯 A meta regional é que cada país disponha de pelo menos uma equipa médica nacional funcional até 2030.

Uma equipa preparada antes da emergência

​Cabo Verde deu um novo passo para desenvolver uma estrutura médica organizada e permanente capaz de responder rapidamente a epidemias, catástrofes e outras grandes emergências de saúde.

​O país elaborou um roteiro nacional para o desenvolvimento das chamadas Equipas Médicas de Emergência, segundo informação divulgada pela Organização Mundial da Saúde.

​O trabalho foi realizado juntamente com Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, durante o primeiro encontro regional especificamente concebido para os países africanos de língua portuguesa nesta área.

O que terá de ser preparado

​Especialistas da OMS trabalharam com as delegações dos cinco países na avaliação das capacidades existentes e na identificação das principais lacunas.

​Foram analisadas áreas como governação, financiamento, recursos humanos, equipamentos, logística e coordenação.

​A partir desse diagnóstico, cada país definiu responsabilidades e ações prioritárias para os próximos 12 a 24 meses.

​O objetivo é desenvolver equipas nacionais treinadas, equipadas e coordenadas que possam ser mobilizadas rapidamente e começar a trabalhar desde as primeiras fases de uma emergência.

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Apenas 12 países africanos atingiram capacidade operacional

​O desafio continua significativo em África.

​Segundo a OMS, 27 países da região estão a desenvolver Equipas Médicas de Emergência nacionais, mas apenas 12 alcançaram capacidade operacional de acordo com os padrões mínimos da organização.

​Entre os países africanos de língua portuguesa, o progresso tem sido condicionado, entre outros fatores, pelo acesso limitado a formação especializada e por barreiras linguísticas.

​O encontro procurou reduzir essa diferença, adaptando formação e instrumentos técnicos ao contexto dos países lusófonos.

Meta aponta para 2030

​A iniciativa integra o quadro regional para as Equipas Médicas de Emergência 2026–2030, aprovado pelos ministros africanos da Saúde.

​A meta é que cada país da região tenha pelo menos uma equipa médica nacional funcional até 2030.

​A mudança pretendida é relevante: em vez de constituir equipas apenas quando surge uma crise, os países deverão dispor de estruturas previamente treinadas, testadas e prontas para mobilização.

​A OMS deverá continuar a trabalhar com Cabo Verde e os restantes países na implementação dos respetivos roteiros, incluindo formação prática e exercícios de simulação.

​O programa conta também com apoio do Governo da China e da Região Administrativa Especial de Macau.

Caboverde24.info

Fonte e foto: Organização Mundial da Saúde — Escritório Regional para África

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