“Plano de investimentos de 32,25 milhões de dólares será apresentado esta quarta-feira, em Roma. A proposta inclui um estaleiro naval em Santiago e a reconversão de até 300 embarcações artesanais.”
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💰 Cabo Verde apresenta um plano de 32,25 milhões de dólares para as pescas, dos quais 29 milhões ainda precisam de financiamento.
🚢 Um estaleiro naval na Calheta de São Martinho, em Santiago, representa 12 milhões de dólares.
🐟 A proposta prevê reconverter inicialmente 150 embarcações artesanais, podendo chegar a 300.
🌍 A apresentação aos investidores internacionais está marcada para quarta-feira, 14 de outubro, em Roma.
O que Cabo Verde vai apresentar aos investidores?
Cabo Verde prepara-se para apresentar esta quarta-feira, 14 de outubro, um portefólio de investimentos nas pescas avaliado em 32,25 milhões de dólares, durante o Fórum de Investimento da iniciativa Hand-in-Hand, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma.
A documentação oficial revela que 3,25 milhões de dólares estão previstos como contribuição orçamental pública, enquanto os restantes 29 milhões terão de ser mobilizados junto de investidores e parceiros financeiros.
A apresentação está marcada para as 11h00, hora de Cabo Verde, numa sessão que reúne propostas de cinco países africanos.
Um projeto reforçado com um estaleiro naval
A proposta que Cabo Verde vai apresentar em Roma dá continuidade ao programa de investimentos nas pescas apresentado no Fórum de 2025, mas inclui agora uma componente adicional: a construção de um estaleiro naval na Calheta de São Martinho, na ilha de Santiago, com um investimento estimado em 12 milhões de dólares.
A infraestrutura destina-se à construção, reparação e manutenção de embarcações, incluindo cais, rampas de acesso ao mar, oficinas e equipamentos de elevação de barcos.
O projeto prevê capacidade progressiva para atender embarcações até 25 metros de comprimento.
Segundo a documentação da FAO, os estudos financeiros desta componente ainda estão em atualização.
Como serão distribuídos os investimentos?
O portefólio integra quatro componentes:
5,80 milhões de dólares: modernização da frota de pesca, com equipamentos de conservação, motores eficientes e sistemas de monitorização.
12 milhões de dólares: construção e desenvolvimento do estaleiro naval da Calheta de São Martinho.
12,30 milhões de dólares: reconversão de embarcações artesanais para operações com maior capacidade e segurança.
2,15 milhões de dólares: transformação e comercialização do pescado, incluindo cadeia de frio, transporte refrigerado e ferramentas digitais.
O investimento total previsto é de 32,25 milhões de dólares.
Até 300 barcos poderão ser modernizados
Uma das componentes com maior impacto potencial nas comunidades piscatórias é a reconversão das embarcações artesanais.
Segundo as estimativas apresentadas pela FAO, Cabo Verde dispõe de aproximadamente 1.500 embarcações deste tipo.
A primeira fase prevê intervir em 150 barcos, o equivalente a cerca de 10% da frota artesanal. Se o programa avançar para 300 embarcações, a cobertura poderá atingir aproximadamente 20%.
As melhorias previstas incluem motores mais eficientes, reforço estrutural dos cascos, equipamentos de navegação e segurança, sistemas de refrigeração e artes de pesca mais seletivas.
O objetivo é melhorar as condições de trabalho dos pescadores, reduzir os custos de exploração e diminuir as perdas de pescado.
Mais peixe nacional para a indústria e o turismo
A proposta pretende também aumentar a participação do pescado nacional no abastecimento da indústria e do mercado interno.
Segundo os dados utilizados pela FAO, das cerca de 19 mil toneladas de pescado processadas e exportadas em 2024, apenas 20% utilizaram matéria-prima local.
O plano procura melhorar a capacidade de fornecimento à indústria de conservas, aos hotéis e restaurantes e aos mercados de exportação.
Está igualmente prevista uma plataforma digital para aproximar os pescadores dos compradores, acompanhada de investimentos em transporte refrigerado, transformação e armazenamento.
O que falta para os projetos avançarem?
O documento estima um universo potencial de 13.200 beneficiários diretos e indiretos. Este número representa uma projeção de impacto do programa e não corresponde a postos de trabalho já criados.
Apesar do valor global apresentado, a concretização das propostas continua dependente da mobilização de financiamento e da preparação técnica dos diferentes projetos.
A participação no Fórum de Roma constitui uma oportunidade para apresentar estas iniciativas a investidores internacionais, mas não significa que os 29 milhões de dólares já estejam garantidos.
O próximo passo decisivo será transformar as propostas em compromissos financeiros concretos, capazes de se traduzir em novas infraestruturas, embarcações modernizadas e melhores condições para as comunidades piscatórias cabo-verdianas.
Caboverde24.info
Fonte: FAO — Hand-in-Hand Initiative Investment Forum 2026; Cabo Verde – Investment Opportunities in High-Value Fisheries (2026); Agenda oficial do Fórum de Investimento 2026; documentação do Fórum de 2025.





































