Arquivo — Vista da Cidade Velha, na ilha de Santiago, fotografada em fevereiro de 2012. A imagem ilustra o enquadramento histórico da reflexão e não mostra a entrevista nem o autor.

Cabo Verde é um «Novo Mundo que nunca saiu de África», defende Hopffer Almada

“«Escritor articula a identidade crioula e atlântica com a pertença cultural africana e a valorização da língua cabo-verdiana.»”

Em breve

  • José Luís Hopffer Almada descreve Cabo Verde como um país crioulo, atlântico e inserido na diversidade cultural africana.
  • O escritor resume a sua leitura numa frase: «Cabo Verde é um Novo Mundo que nunca saiu de África».
  • A reflexão inclui a valorização da língua cabo-verdiana como expressão da experiência histórica e cultural do país.
  • Hopffer Almada participou na fundação do Movimento Pró-Cultura e da Associação dos Escritores Cabo-Verdianos.

Cabo Verde é um «Novo Mundo que nunca saiu de África». É assim que o escritor e ensaísta José Luís Hopffer Almada resume uma leitura da identidade cabo-verdiana que junta a experiência crioula e atlântica à pertença cultural africana.

Uma identidade crioula, atlântica e africana

Numa entrevista publicada pela Inforpress a 26 de outubro, o autor caracteriza Cabo Verde como um país meso-atlântico, peri-africano, peri-ocidental e crioulo, plenamente integrado na diversidade cultural africana.

A formação histórica não apagou as raízes

Hopffer Almada relaciona a formação do arquipélago com a expansão marítima europeia, o tráfico negreiro e o comércio triangular. Para o escritor, esse percurso histórico não significou o afastamento das raízes africanas.

A condição insular e atlântica também não representa, na sua leitura, uma ruptura com África. A especificidade histórica e cultural de Cabo Verde convive com a sua inserção na diversidade dos povos e das culturas do continente.

Identidade sem excluir influências

O autor propõe compreender a identidade nacional através da articulação entre a dimensão crioula e atlântica e a pertença ao espaço cultural africano, sem apagar as diferentes influências que participaram na formação do país.

Língua cabo-verdiana e pensamento de Cabral

A reflexão estende-se à língua cabo-verdiana, cujo papel Hopffer Almada valoriza como expressão da experiência histórica e cultural do povo. O escritor atribui ainda particular importância ao pensamento de Amílcar Cabral para a compreensão da história, da cultura e da afirmação dos povos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

Nascido a 9 de dezembro de 1960, em Quelém/Pombal, no concelho de Santa Catarina, José Luís Hopffer Almada participou na fundação do Movimento Pró-Cultura, em 1986, e da Associação dos Escritores Cabo-Verdianos, em 1989.

Caboverde24.info

Fonte: Inforpress.

Foto: Ji-Elle / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0. Arquivo — Vista da Cidade Velha, na ilha de Santiago, fotografada em fevereiro de 2012. A imagem ilustra o enquadramento histórico da reflexão e não mostra a entrevista nem o autor. Recorte proporcional 16:9 e tratamento conservador de luz, contraste, cor e nitidez no template institucional. Edifícios, vegetação, montanha, céu e restantes elementos documentais não foram alterados. Crédito: Ji-Elle / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0; recorte e ajustes indicados.

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