“«Novo retrato da UIT mostra 76% da população mundial ligada; pequenos Estados insulares atingem, como grupo, a meta de preço da banda larga móvel.»”
Em breve
- 🌍A UIT estima 6,3 mil milhões de utilizadores da Internet em 2026.
- 📵Dois mil milhões de pessoas continuam offline.
- 💸Os pequenos Estados insulares atingiram, como grupo, a meta de preço da banda larga móvel.
- 🇨🇻O resultado não prova, sozinho, que Cabo Verde cumpra individualmente esse limite.
A Internet alcança em 2026 cerca de 6,3 mil milhões de pessoas, equivalentes a 76% da população mundial, segundo a nova edição de Facts and Figures, divulgada pela União Internacional das Telecomunicações em 3 de novembro. Apesar do avanço, dois mil milhões de pessoas continuam sem ligação.
A estimativa para 2025 foi revista para 6,1 mil milhões de utilizadores, ou 74% da população. A UIT explica que atualiza os valores anteriores quando recebe dados mais recentes, por isso a comparação deve ser lida como uma série revista e não como simples soma de novos utilizadores.
Rendimento ainda abre uma distância enorme
A distância entre níveis de rendimento continua ampla: a Internet é usada por 93% da população nos países de rendimento elevado e por 32% nos países de baixo rendimento. O relatório também mede diferenças de género, idade e residência. A UIT considera essencial fechar as lacunas de acessibilidade económica, disponibilidade, qualidade e uso, e defende prioridade às competências digitais.
Ter telemóvel não é o mesmo que estar ligado
A UIT calcula que 84% das pessoas com 10 ou mais anos possuem telemóvel. Ter um aparelho, porém, não significa necessariamente estar online, e a própria organização destaca que a posse de telefone supera o uso da Internet na maioria dos países.
Pequenos Estados insulares atingem meta de preço
Na acessibilidade económica, o preço mediano mundial de um pacote móvel apenas com dados caiu para 1,2% do rendimento nacional bruto por habitante. Pela primeira vez, o conjunto dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e o dos países sem litoral atingiram a referência internacional de 2% para esse tipo de serviço.
O que o dado diz — e não diz — sobre Cabo Verde
Cabo Verde integra o grupo dos pequenos Estados insulares, mas o resultado publicado pela UIT é agregado. Ele não demonstra, por si só, que uma tarifa concreta no país esteja abaixo de 2%, nem substitui dados nacionais sobre preços, rendimento ou qualidade da ligação.
Para os leitores cabo-verdianos, a conclusão útil é dupla: a melhoria da acessibilidade nos Estados insulares é um sinal positivo, mas medir inclusão digital exige olhar também para quem consegue pagar regularmente, para a velocidade recebida e para as competências necessárias para estudar, trabalhar e aceder a serviços online.
Caboverde24.info
Fonte: União Internacional das Telecomunicações; Banco Mundial.
Foto: Ji-Elle / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0. Arquivo — edifício da CV Telecom em São Filipe, ilha do Fogo, fotografado em 2012. A imagem contextualiza as telecomunicações em Cabo Verde e não documenta o relatório da UIT. Recorte 16:9 e aplicação do template institucional, com tratamento conservador de contraste e nitidez. A fachada, a sinalização, o céu e os restantes elementos documentais não foram alterados. Foto: Ji-Elle / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0; recorte e ajustes indicados.

































