“Um desafio humano e psicológico entre as dunas da ilha das dunas”
Nadya Beaulieu e Marie-Odile Lessard, duas colegas de trabalho e agora parceiras de aventura, preparam-se para trocar as paisagens do Quebeque, no Canadá, pela aridez fascinante da ilha de Boa Vista, em Cabo Verde. O objetivo é participar num trek 100% feminino, uma prova que promete testar não só a resistência física, mas sobretudo a força mental e a capacidade de orientação das participantes.
A ideia partiu de Marie-Odile que, ao ler a descrição do desafio, identificou imediatamente em Nadya o espírito de aventura necessário para a empreitada. Embora a relação inicial fosse estritamente profissional, a decisão de embarcar juntas nesta viagem para o arquipélago cabo-verdiano consolidou uma parceria baseada no entusiasmo pela descoberta e pelo desconhecido.
Preparação rigorosa para o terreno vulcânico
A preparação para enfrentar o deserto de Boa Vista vai muito além do treino físico. As duas aventureiras têm-se dedicado à aprendizagem de ferramentas de orientação, uma competência essencial para navegar num ambiente onde as referências visuais podem ser escassas e as dunas estão em constante movimento.
Além disso, a logística alimentar é um ponto crítico. As canadianas estão a testar diferentes tipos de comida liofilizada, uma vez que terão de carregar todo o seu sustento nas mochilas durante a travessia. “É um belo desafio para nos superarmos com esperança e em equipa”, afirma Nadya, sublinhando que a entreajuda será o fator decisivo para o sucesso da missão.
Resumo da expedição
Nadya e Marie-Odile
Nadya Beaulieu e Marie-Odile Lessard são naturais da região da Mauricie, no Quebeque. Colegas de trabalho que decidiram levar a sua cooperação para fora do ambiente de escritório, as duas representam o espírito de determinação canadiana. Marie-Odile é apontada como a mentora da ideia, enquanto Nadya é a entusiasta que prontamente aceitou o convite para enfrentar o clima tropical seco e os terrenos desafiantes de Cabo Verde.
Um desafio de “tudo ou nada”
Para estas aventureiras, a prova em Boa Vista é vista como um divisor de águas. Nadya brinca, dizendo que “ou corre bem, ou nunca mais nos falamos”, mas Marie-Odile mantém-se convicta de que a equipa se completa perfeitamente. O trek não é apenas uma competição, mas uma jornada de autodescoberta num dos cenários mais emblemáticos do Atlântico Médio.
Caboverde24.info
Fonte e foto: L’Hebdo du St-Maurice































