“Olympics.com destaca a formação do técnico cabo-verdiano e o apoio da Solidariedade Olímpica num caminho que o levou até à liderança dos Tubarões Azuis.”
Em 30 segundos
- 🎓 Em 2023, Humberto Bettencourt recebeu uma bolsa da Solidariedade Olímpica para formação de treinadores em Lausanne.
- ⚽ Depois de cerca de seis anos integrado na equipa técnica da Seleção, participou na histórica campanha de Cabo Verde no Mundial de 2026.
- 📚 Mestre pela Universidade da Beira Interior e a prosseguir o doutoramento, Bettencourt é hoje o selecionador nacional.
A chegada de Humberto Bettencourt ao comando da Seleção Nacional não começou no Mundial nem na recente saída de Bubista. Por trás da promoção existe um percurso de formação que passou também por Lausanne e Portugal.
É precisamente esse lado menos conhecido da sua trajetória que o Olympics.com colocou agora em destaque.
Em 2023, Bettencourt foi um dos treinadores cabo-verdianos contemplados com uma bolsa da Solidariedade Olímpica para participar no PAISAC Lausanne, programa dedicado à formação e aperfeiçoamento de treinadores.
Ao Olympics.com, o técnico atribui importância a esse apoio no seu desenvolvimento profissional e às oportunidades de aprendizagem proporcionadas pela Solidariedade Olímpica.
Formação que continua
Lausanne foi apenas uma parte desse investimento.
Bettencourt concluiu o mestrado em Ciências do Desporto – Treino Desportivo na Universidade da Beira Interior (UBI), em Portugal, tendo apresentado a dissertação em março de 2026. O percurso académico não terminou aí: atualmente prossegue o doutoramento em Ciências do Desporto na mesma universidade.
A sua visão passa também por adaptar o conhecimento adquirido no exterior à realidade cabo-verdiana, em vez de simplesmente reproduzir modelos desenvolvidos noutros países.
Anos a preparar o passo seguinte
Bettencourt passou cerca de seis anos integrado na estrutura técnica da Seleção e trabalhou ao lado de Bubista, acumulando experiência no acompanhamento dos Tubarões Azuis.
Participou assim na construção da equipa que levou Cabo Verde à estreia num Mundial e na histórica campanha de 2026.
Quando foi escolhido para assumir o comando da Seleção, em agosto, reconheceu que a oportunidade chegou mais cedo do que esperava, mas também que vinha a preparar-se para esse momento há vários anos.
O seu percurso deixa uma história que vai além do futebol: mostra como formação internacional, experiência prática e investimento académico podem convergir numa carreira construída ao longo do tempo.
Agora começa outra etapa. Bettencourt deixa os bastidores e passa a responder diretamente pelos resultados de uma Seleção que, depois do Mundial, enfrenta expectativas muito maiores.
Caboverde24.info
Fontes: Olympics.com; Comité Olímpico Cabo-verdiano; Universidade da Beira Interior





























