Cancro do pâncreas e do cólon: os sinais que não devem ser ignorados

Em 30 segundos

​🟡 Pâncreas: pele ou olhos amarelados, perda de peso inexplicável, dor abdominal ou nas costas, urina escura e fezes muito claras estão entre os sinais que merecem atenção.

​🔴 Cólon: sangue nas fezes, alterações persistentes do trânsito intestinal, dor abdominal, anemia, cansaço e perda de peso podem justificar investigação.

​🔎 A diferença essencial: o cancro do cólon pode ser procurado através de programas de rastreio antes de provocar sintomas. Para o cancro do pâncreas, não existe atualmente rastreio de rotina recomendado para a população de risco médio.

O problema do pâncreas: pode permanecer silencioso

​O cancro do pâncreas é particularmente difícil de identificar numa fase inicial porque pode crescer durante algum tempo sem produzir sintomas claros. Quando surgem manifestações, muitas delas podem também ser provocadas por doenças muito mais comuns.

​Um dos sinais que deve levar a uma avaliação médica é a icterícia, ou seja, o amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos. Pode ser acompanhada por urina escura, fezes claras ou gordurosas e comichão.

​Outros sinais possíveis são perda de peso sem explicação, diminuição do apetite, cansaço e dor persistente na parte superior ou central do abdómen, que por vezes se estende às costas.

​Nenhum destes sintomas significa automaticamente que existe um tumor. Cálculos biliares, doenças do fígado, problemas digestivos e muitas outras condições podem provocar manifestações semelhantes. O importante é não ignorar alterações persistentes ou sem causa aparente.

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Cólon: atenção ao sangue e às mudanças persistentes

​No cancro do cólon e do reto, um dos sinais mais conhecidos é a presença de sangue nas fezes ou uma hemorragia retal. O sangue pode ser vermelho vivo, mas em alguns casos pode tornar as fezes muito escuras.

​Também devem ser avaliadas alterações persistentes do funcionamento intestinal, como diarreia ou obstipação que não eram habituais, mudança na forma das fezes ou sensação de que o intestino não esvaziou completamente.

​Cólicas ou dor abdominal recorrente, perda de peso inexplicável, fraqueza e cansaço são outros sinais possíveis.

​Há ainda situações em que a perda de sangue é tão pequena que não é visível. Ao longo do tempo, pode provocar anemia, que por vezes é identificada numa análise ao sangue antes de existir qualquer hemorragia evidente.

Não esperar pelos sintomas é a principal diferença

​No caso do cancro colorretal, a prevenção não depende apenas de reconhecer sintomas.

​O rastreio pode identificar lesões pré-cancerosas ou um tumor ainda numa fase inicial. Existem diferentes métodos, incluindo testes às fezes e exames como a colonoscopia.

​Nas recomendações atualizadas em 2026, a American Cancer Society mantém o início do rastreio regular aos 45 anos para adultos de risco médio, prosseguindo normalmente até aos 75 anos. Pessoas com antecedentes familiares ou outros fatores de risco podem necessitar de começar mais cedo ou fazer um acompanhamento diferente.

​A idade e o método adequado devem, contudo, ser definidos de acordo com a situação individual e as orientações médicas aplicáveis em cada país.

Quando procurar um médico

​Sangue nas fezes, icterícia ou uma alteração persistente e inexplicável do funcionamento do organismo não devem ser simplesmente atribuídos à idade, alimentação ou stress sem avaliação.

​Na maioria das vezes, estes sintomas não serão provocados por um cancro. Mas é precisamente a avaliação médica que permite descobrir a causa e decidir se são necessários exames adicionais.

​A mensagem essencial é simples: não entrar em pânico perante um sintoma isolado, mas também não normalizar aquilo que persiste, se repete ou não tem uma explicação clara.

​Este artigo tem caráter informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou aconselhamento médico.

Caboverde24.info

Fonte

​— National Cancer Institute (NCI) — informação sobre sintomas, diagnóstico e rastreio dos cancros do pâncreas e colorretal.

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