“Dados partilhados pela presidência americana revelam que 63,1% das famílias da nossa diáspora recorrem a programas de assistência”
Recordamos que a diáspora cabo-verdiana nos Estados Unidos é uma das mais antigas e resilientes, concentrando-se fortemente na Nova Inglaterra. Tradicionalmente, o sucesso da nossa comunidade é associado ao trabalho árduo e às remessas enviadas para o arquipélago. No entanto, o sistema de segurança social americano é uma rede complexa que apoia milhões de famílias trabalhadoras em momentos de necessidade ou transição.
A integração económica dos imigrantes nos Estados Unidos é um dos temas mais analisados por demógrafos e economistas. Uma listagem recente, que analisa a percentagem de agregados familiares imigrantes que recebem algum tipo de assistência governamental, coloca Cabo Verde num plano de destaque estatístico: o arquipélago ocupa a 6.ª posição num ranking global de utilização de apoios.
Os Números em detalhe
Com cerca de 63,1% das famílias cabo-verdianas a beneficiarem de pelo menos um programa de assistência pública (que inclui saúde, apoio alimentar ou habitação), Cabo Verde situa-se num grupo de países com necessidades sociais elevadas. Para se ter uma ideia da escala, o ranking é liderado por países como:
- Butão (81,4%)
- Somália (71,9%)
- República Dominicana (71,2%) … 6. Cabo Verde (63,1%)
Estes dados mostram que a nossa comunidade está à frente de países como o México (54,0%) ou o Haiti (52,3%) no que toca ao recurso a estas ajudas federais e estaduais.
Por que razão a taxa é elevada?
Estar no topo deste ranking não significa falta de esforço laboral. Pelo contrário, a comunidade cabo-verdiana é conhecida pela sua resiliência. Especialistas apontam três fatores cruciais para este 6.º lugar:
- Custo de vida nas áreas de residência: A maioria dos cabo-verdianos vive em estados como Massachusetts, onde o custo de vida é altíssimo, empurrando muitas famílias trabalhadoras para os limites de elegibilidade dos apoios (como o Medicaid).
- Agregados familiares numerosos: O sistema americano favorece famílias com crianças, e a estrutura familiar cabo-verdiana tende a ser mais extensa, facilitando o acesso a créditos fiscais e apoio alimentar (SNAP).
- Barreiras linguísticas e gormação: Uma parte da imigração mais recente ainda enfrenta desafios na transição para empregos de rendimento mais elevado, dependendo temporariamente da rede de segurança do Estado.
A diferença global
No lado oposto da tabela, encontramos países como a Arábia Saudita (25,7%) ou Israel (25,9%), cujos imigrantes chegam aos EUA com perfis económicos ou tipos de vistos (frequentemente de alta tecnologia ou investimento) que os excluem destes apoios.
Conclusão e reflexão
Para Cabo Verde, este 6.º lugar no ranking de assistência social deve ser lido como um sinal de alerta e uma oportunidade. Reflete a necessidade de maior investimento na capacitação dos nossos emigrantes antes e depois da partida, garantindo que a rede de segurança americana seja apenas um trampolim para a plena independência financeira. A nossa “décima primeira ilha” continua a ser um pilar económico para o arquipélago, mas estes dados mostram que o caminho para a prosperidade total ainda enfrenta desafios estruturais em solo americano.
Cape Verde 24.info
Fonte: Truth Social (perfil @realDonaldTrump)







































